“O fenômeno da mobilidade pendular na Macrometrópole do Estado de São Paulo: uma visão a partir das quatro Regiões Metropolitanas oficiais”

O presente estudo tem como principal objetivo realizar um diagnóstico sobre as tendências e características da mobilidade pendular na chamada Macrometrópole Paulista que envolve as quatro Regiões Metropolitanas oficiais do Estado de São Paulo, além de municípios situados nas regiões nucleadas por Piracicaba, Sorocaba, Jundiaí, São Roque e Bragança Paulista. Para tanto serão utilizadas as informações disponíveis nos Censo de 2000 e 2010. O conhecimento da situação mais atual e da evolução do fenômeno em questão pode contribuir significativamente para a avaliação do processo de interação e complementariedade socioespacial que se desenvolve não apenas dentro das aglomerações urbanas, mas também entre elas, particularmente no contexto atual, onde já são claros os indícios de novas formas de localização tanto da atividade econômica quando da população em geral. Seja por conta da chamada “reestruturação produtiva” que, entre outros aspectos, favorece a desconcentração da atividade econômica, seja em função das novas formas de assentamentos humanos, em particular aquelas derivadas da urbanização dispersa ou “contraurbanização”. A verdade é que merece destaque o fato de que a pendularidade já não mais se restringe apenas ao interior dos grandes aglomerados urbanos.

Os mapas 1 e 2 que apresentam, respectivamente, para 2000 e 2010 os principais fluxos estabelecidos dentro da Macrometrópole e também contribuem para ilustrar a mobilidade observada nessa grande região.

Mapa01_JM

Mapa02_JMOutra informação que demonstra a intensidade da circulação das pessoas por motivo de trabalho é o fato de esses deslocamentos pendulares ocorrerem diariamente (ida e retorno para casa). Considerando os destinos daqueles que se deslocam diariamente para trabalhar em outros municípios, nota-se que quando se trata de deslocamento para município 

da mesma região metropolitana mais de 90% realizam seus deslocamentos nesses termos. Observa-se também que no caso da mobilidade pendular ser feita para outra região, ainda assim boa parte desses movimentos tem caráter diário. Isso acontece principalmente no caso do destino ser a RMSP. Para a RMC, isso também é verdade especialmente para os deslocamentos para “outras regiões”, provavelmente pelo fato da maioria delas ser também de caráter de mais curta distância. Já para a RMBS e RMVPLN, os percentuais de movimentos diários para outras regiões distintas da RMSP são bem mais baixos, fato que talvez espelhe as especificidades destas regiões, sobretudo em termos das atividades econômicas aí desenvolvidas como a portuária, petroquímica e aeroespacial.

Acesse o relatório completo do projeto “O fenômeno da mobilidade pendular na Macrometrópole do Estado de São Paulo: uma visão a partir das quatro Regiões Metropolitanas oficiais” clicando aqui.

 

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