CAMPINAS: 1ª colocada no IBEU Global, mas com desigualdades internas

campinas2

 

CAMPINAS: melhor colocada no IBEU Global, mas com desigualdades internas

 

A região metropolitana de Campinas é considerada a melhor metrópole em bem-estar do Brasil por conta da primeira posição no ranking do “Índice de bem-estar Urbano Global”, lançado pelo Observatório das Metrópoles. Apesar do bom resultado, a metrópole localizada no interior do estado de São Paulo é cortada também por desigualdades internas. É o que mostram Marcelo Ribeiro e Gustavo Costa nesta análise sobre o IBEU Local. Segundo os pesquisadores, mais de 400 mil pessoas ainda vivem em condições ruins ou muito ruins de bem-estar urbano em bairros como Parque Valença, Jardim Fernanda e Viracopos.

 

IBEU LOCAL: REGIÃO METROPOLITANA DE CAMPINAS

Por Marcelo Gomes Ribeiro e Gustavo Henrique P. Costa

O Observatório das Metrópoles divulgou recentemente a publicação referente ao Índice de Bem-Estar Urbano (IBEU) comparativo dos 15 principais aglomerados urbanos do país, que são os aglomerados dotados de função metropolitana, tendo em vista sua capacidade de polarização econômica, institucional e social no país. Nessa publicação um dos principais destaques foi a região metropolitana de Campinas que apresentou a primeira posição no ranking do IBEU. Essa análise comparativa do IBEU também foi feita entre os municípios que compõem os 15 aglomerados urbanos e entre os bairros desses espaços metropolitanos, a qual foi denominada de IBEU Global. A vantagem do IBEU Global é a de analisar a posição de cada metrópole – município e bairro – na dimensão nacional do país.

Além disso, o Observatório das Metrópoles também elaborou o Índice de Bem-Estar Urbano comparativo aos bairros de cada região metropolitana, ou seja, nesse tipo de análise a comparação foi apenas interna ao aglomerado urbano, a qual foi denominada de IBEU Local. A vantagem do IBEU Local é de considerar apenas as condições específicas de cada região metropolitana, o que possibilita analisar em maior detalhe suas condições internas.

Neste trabalho, vamos apresentar o resultado do IBEU Local da região metropolitana de Campinas. Apesar de essa região metropolitana ter ocupado a primeira posição no ranking do IBEU Global, veremos, a partir da análise do IBEU Local, que há disparidades significativas entre os bairros que compõem a região metropolitana de Campinas. O IBEU varia de zero a 1, quando mais próximo de 1 melhor é o nível de bem-estar urbano.

IBEU LOCAL E DESIGUALDADES URBANAS

A região metropolitana de Campinas, composta por 18 municípios, registrou no censo demográfico do IBGE, de 2010, 2.797.137 pessoas. De acordo com o recorte territorial utilizado pelo censo demográfico, essa região metropolitana foi composta por 114 áreas de ponderação (bairros). Desse conjunto, 76 áreas de ponderação (ou 66,7%) apresentaram níveis bom (0,801 a 0,900) ou muito bom (0,901 a 0,100) de bem-estar urbano, sendo constituída por 67,3% da população da região metropolitana. As áreas de ponderação que se destacaram nessas posições elevadas de bem-estar urbano foram: Centro (0,921), no município de Americana, a área denominada de 003 (0,911), no município de Valinhos, Cambuí (0,910), no município de Campinas, Ipiranga/Jd. São Paulo (0,907), no município de Americana, Região Bonfim/Proost Souza (0,906), no município de Campinas, e outra área denominada também de 003, no município de Santa Bárbara d’Oeste.

Por outro lado, 15 áreas de ponderação (ou 13%) apresentam níveis de bem-estar urbano ruim (0,501 a 0,700) ou muito ruim (0,001 a 0,500), correspondente a 15,3% da população. Dessas, as áreas de ponderação que apresentaram as posições mais inferiores foram: Região Campo Grande/Parque Valença (0,598), Região Florence/Satélite Iris (0,537) e Região Oziel/Bandeiras (0,506), todas do município de Campinas, as áreas denominadas de 06 (0,484) e 04 (0,413), ambas do município de Hortolândia, e, por fim, a Região Campo Belo/Jd. Fernanda/Viracopos (0,390), do município de Campinas.

As demais áreas de ponderação (11%) apresentaram nível médio (0,701 a 0,800) de bem-estar urbano, correspondente a 17,4% da população. Essas áreas estão assim distribuídas entre os municípios: 6 em Campinas, 6 em Sumaré, 6 em Hortolândia, 1 em Cosmópolis, 1 em Artur Nogueira, 1 em Vinhedo, 1 em Valinhos e 1 em Engenheiro Coelho.

Esses dados nos permitem perceber que a maior parte das áreas de ponderação da região metropolitana de Campinas apresentam níveis satisfatórios de bem-estar urbano. Porém, apesar dessa constatação, é importante ressaltar que as condições de vida urbana que contribuem para o processo de reprodução social não são homogêneas em toda região metropolitana: mais de 400 mil pessoas, por exemplo, ainda vivem em condições ruins ou muito ruins de bem-estar urbano. Isso demonstra que, mesmo a região metropolitana que se destaca nacionalmente em termos de bem-estar urbano, também possui desigualdades internas significativas.

Leia no link a seguir o texto completo sobre o IBEU Local da Região Metropolitana de Campinas.

Fonte: http://www.observatoriodasmetropoles.net/index.php?option=com_k2&view=item&id=670%3Acampinas-melhor-colocada-no-ibeu-global-mas-com-desigualdades-internas&Itemid=164&lang=pt

Deixe um comentário

Arquivado em Desigualdades sociais, Informações Úteis

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s