“Preconceito contra Bolsa Família é fruto da imensa cultura do desprezo”, diz pesquisadora

22.outubro.2013

Com Isadora Peron

O Programa Bolsa Família fez 10 anos no domingo, dia 20. Quando foi lançado, no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, atendia 3,6 milhões de famílias, com cerca de R$ 74 mensais, em média. Hoje se estende a 13,8 milhões de famílias e o valor médio do benefício é de R$ 152. No conjunto, beneficia cerca de 50 milhões de brasileiros e é considerado barato por especialistas: custa menos de 0,5% do PIB.

Para avaliar os impactos desse programa a socióloga Walquiria Leão Rego e o filósofo italiano Alessandro Pinzani realizaram um exaustivo trabalho de pesquisa, que se estendeu de 2006 a 2011. Ouviram mais de 150 mulheres beneficiadas pelo programa, localizadas em lugares remotos e frequentemente esquecidos, como o Vale do Jequitinhonha, no interior de Minas.

O resultado da pesquisa está no livro Vozes do Bolsa Família, lançado há pouco. Segundo as conclusões de seus autores, o incômodo e as manifestações contrárias que o programa desperta em alguns setores não têm razões objetivas. Seria resultado do preconceito e de uma cultura de desprezo pelos mais pobres.

Os pesquisadores também rebatem a ideia de que o benefício acomoda as pessoas. “O ser humano é desejante. Eles querem mais da vida como qualquer pessoa”, diz Walquiria, que é professora de Teoria da Cidadania na Unicamp.

Na entrevista abaixo – concedida à repórter Isadora Peron – ela fala desta e de outras conclusões do trabalho.

Como surgiu a ideia da pesquisa?

Quando vimos a dimensão que o programa estava tomando, atendendo milhões de famílias, percebemos que teria impacto na sociedade. Nosso objetivo foi avaliar esse impacto. Uma vez que o programa determina que a titularidade do benefício cabe às mulheres, era preciso conhecê-las. Então resolvemos ouvir mulheres muito pobres, que continuam muito pobres, em regiões tradicionalmente desassistidas pelo Estado, como o Vale do Jequitinhonha, o interior do Maranhão, do Piauí…

E quais foram os impactos que perceberam?

Toda a sociologia do dinheiro mostra que sempre houve muita resistência, inclusive das associações de caridade, em dar dinheiro aos pobres. É mais ou menos aquele discurso: “Eles não sabem gastar, vão comprar bobagem.” Então é melhor que nós, os esclarecidos, façamos uma cesta básica, onde vamos colocar a quantidade certa de proteínas, de carboidratos… Essa resistência em dar dinheiro ao pobres acontecia porque as autoridades intuíam que o dinheiro proporcionaria uma experiência de maior liberdade pessoal. Nós pudemos constatar na prática, a partir das falas das mulheres. Uma ou duas delas até usaram a palavra liberdade. “Eu acho que o Bolsa Família me deu mais liberdade”, disseram. E isso é tão óbvio. Quando você dá uma cesta básica, ou um vale, como gostavam de fazer as instituições de caridade do século 19, você está determinando o que as pessoas vão comer. Não dá chance de pessoas experimentarem coisas. Nenhuma autonomia.

Está dizendo que essas pessoas ganharam liberdade?

Estamos tratando de pessoas muito pobres, muito destituídas, secularmente abandonadas pelo Estado. Quando falamos em mais autonomia, liberdade, independência, estamos nos referindo à situação anterior delas, que era de passar fome. O que significa dizer de uma pessoa que está na linha extrema de pobreza e que continua pobre ganhou mais liberdade? Significa que ganhou espaços maiores de liberdade ao receber o benefício em dinheiro. É muito forte dizer que ganhou independência financeira. Independência financeira temos nós – e olhe lá.

O que essa liberdade significou na prática, no cotidiano das pessoas?

Proporcionou a possibilidade de escolher. Essa gente não conhecia essa experiência. Escolher é um dos fundamentos de qualquer sociedade democrática. Que escolhas elas fazem? Elas descobriram, por exemplo, que podem substituir arroz por macarrão. No Nordeste, em 2006 e 2007, estava na moda o macarrão de pacote. Antes, havia macarrão vendido avulso. O empacotamento dava um outro caráter para o macarrão. Mais valor. Elas puderam experimentar outros sabores, descobriram a salsicha, o iogurte. E aprenderam a fazer cálculos. Uma delas me disse: “Ixe, no começo, gastei tudo na primeira semana”. Depois aprendeu que não podia gastar tudo de uma vez.

A que atribui a resistência de determinados setores da sociedade ao pagamento do benefício?

O Bolsa Família é um programa barato, mas como incomoda a classe média (ela ri). Esse incômodo vem do preconceito.

Fala-se que acomoda os pobres.

Como acomoda? O ser humano é desejante. Eles querem mais da vida, como qualquer pessoa. Quem diz isso falsifica a história. Não há acomodação alguma. Os maridos dessas mulheres normalmente estavam desempregados. Ao perguntar a um deles quando tinha sido a última vez que tinha trabalhado, ele respondeu: “Faz uns dois meses, eu colhi feijão”. Perguntei quanto ele ganhava colhendo feijão. Disse que dependia, que às vezes ganhava 20, 15, 10 reais. Fizemos as contas e vimos que ganhava menos num mês do que o Bolsa Família pagava. Por que ele tem que se sujeitar a isso, praticamente à semiescravidão? Esses estereótipos tem que ser desfeitos no Brasil, para que se tenha uma sociedade mais solidária, mais democrática. É preciso desfazer essa imensa cultura do desprezo.

No livro a senhora diz que essas mulheres veem o benefício como um favor do governo.

Sim, de 70% a 80% ainda veem o Bolsa Família como um favor. Encontramos poucas mulheres que achavam que é um direito. Isso se explica porque temos uma jovem democracia. A cultura dos direitos chegou muito tarde ao Brasil. Imagino que daqui para a frente a ideia de que elas têm direito vai ser mais reforçada. Para isso precisamos, porém, de políticas públicas específicas. Seriam um segundo, um terceiro passo… Os desafios a partir de agora são muito grandes.

Qual é a sua avaliação geral do programa?

Acho que o Bolsa Família foi uma das coisas mais importantes que aconteceram no Brasil nos últimos anos. Tornou visíveis cerca de 50 milhões de pessoas, tornou-os mais cidadãos. Essa talvez seja a maior conquista.

Entre as mulheres que ouviu, alguma foi mais marcante para a senhora?

Uma das mais marcantes foi uma jovem no sertão do Piauí. Ela me disse: “Essa foi a primeira vez que a minha pessoa foi enxergada”. Tinha uma outra, do Vale do Jequitinhonha, que morava num casebre, sozinha com três filhos. Quando começou a contar a história dela, perguntei qual era a sua idade, porque parecia que já tinha vivido muita coisa. Ela respondeu: “29 anos”. E eu: “Mas só 29?” Ela: “Mas, dona, a minha vida é comprida, muito comprida.” Percebi que falar que “a minha vida é muito comprida” é quase sinônimo de “é muito sofrida”.

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/roldao-arruda/bolsa-familia-deu-mais-liberdade-aos-pobres-diz-pesquisadora/

SAIBA mais em: http://www.editoraunesp.com.br/catalogo/9788539303977,vozes-do-bolsa-familia

37 Comentários

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37 Respostas para ““Preconceito contra Bolsa Família é fruto da imensa cultura do desprezo”, diz pesquisadora

  1. Flávia Vitorio dos Santos

    Bárbaro !!! Acho que os brasileiros precisam começar a enxergar os brasileiros, se quiserem fazer desse lugar uma Nação !!!

  2. Fulgencio Ribeiro

    Bolsa família, bolsa escola, etc. Desacompanhada de uma qualificação geral aos jovens, e cuidados para crianças desde o nascimento, penso que de certa forma acomoda e emperra o crescimento do pais, é dar o peixe enquanto deve-se ensinar a pescar.

    • Sandra

      É, Fulgêncio!
      Ensinar a pescar é uma saida. Mas quem consegue pescar com fome? Primeiro, mata-se a fome desse povo e num segundo momento ensina a pescar. Se hoje, eu sei pescar é porque mataram minha fome antes.

      • lais

        Por isso que as bolsas devem ter prazo, e serem distribuídas na vigência de programas sérios de governo com vistas a melhoria das condições que estejam sendo necessárias em determinada comunidade – cada qual com sua necessidade em particular – e não serem vistas como direitos constitucionais.

      • Mas já faz 10 anos que a fome está sendo saciada. Quando é que eles vão começar a aprender a pescar? De fato, o valor gasto com o programa é baixo, mas seus impactos são estrondosos, mas só são vistos e percebidos por aqueles que estão diretamente conectados com a força de trabalho. Não existe mais mão de obra na base, não porque as pessoas se especializaram e subiram na piramide. Não existe mais mão de obra na base porque as pessoas preferem passar o tempo na ociosidade. Sou voluntária em uma associação que auxilia pessoas em situação de rua. A rotina deles é tomar o café da manha em uma instituição, almoçar na outra, e jantar em uma terceira. Quando recebem o dinheiro da bolsa, a família toda vai gastar o dinheiro com besteira (não precisam comprar comida, nem a mãe lavar a louça, vem tudo pronto nas instituições). O pai e a mãe vão beber, e as crianças, ficam na rua. Esta é a realidade que eu conheço, não de ouvir falar. Não podemos generalizar, nem todos são assim, mas aos poucos, a grande massa está se cansando de trabalhar e ganhar um mísero salário mínimo. É melhor ficar em casa e ganhar o bolsa, que é menor, mas dá menos trabalho. Sou a favor de investir pesado na educação, com boa e farta merenda, professores bem pagos, e cursos técnicos para os pais, com alimentação no local do curso de boa qualidade, e acompanhamento no trabalho. Aí sim, aprende-se a pescar de barriga cheia.

      • André V.

        Algumas pessoas aqui, aparentemente, não tentaram se informar para falar antes.

        1) O bolsa família exige presença na escola dos filhos.
        2) Não adianta ficar citando caso do que acha que está acontecendo, que conhece. Isso não significa absolutamente nada – quer argumentar contra, tem que ter dados. Os dados mostram uma imagem BEM diferente dessa mentira de “eles se acomodam e não fazem nada”.

      • valéria

        bravo!!!!!!

    • Yuri Costa

      Para quem se interessa em saber a quantas anda essas políticas públicas, já ouviu falar em articulações com Pronatec, Senai e tantas outras que somaram (muitos programas já existiram e começaram a fazer uma ponte com o programa) à proposta do Bolsa Família.

      As famílias não recebem dinheiro e pronto.
      1) existe acompanhamento escolar (que é tão ‘bom’ quanto toda fiscalização brasileira – o mais importante é o acompanhamento e orientação, não a fiscalização).
      2) Existem oportunidades de cursos de capacitação voltados para o primeiro emprego destinado para os jovens cuja família é beneficiária.
      3) Eles sabem que Bolsa família não é para sempre, é uma oportunidade de respirar e melhorar de vida (alguns através do estudo de terceiro grau, outros do trabalho).

      Acho que todo ser humano quer mais, com oportunidades a maioria aproveita. Os que não aproveitarem não podem servir de exemplo para o programa.

  3. Pra essas mulheres do interiorzão pode até ser uma coisa boa, lá falta oportunidade. Mas pra muitas das cidades, ter filho e receber bolsa-familia virou emprego. Pra mim, esse tipo de programa só serve pra reforçar a cultura paternalista do Brasil, vamos dar pros pobres e eles por sua vez acabam por achar que todo mundo que tem dinheiro tem obrigação de dar, dar, dar…
    Pronto, falei!

    • lais

      concordo plenamente; conheço caso de uma mulher moradora da PB que planejava suas gravidezes conforme o prazo para perder o benefício, ficando assim sempre assistida pelo benefício (2004) Atualmente não sei se o benefício referido foi substituído por outro, sem prazo para vencer conforme a idade do bebê. Na época sua irmã, moradora do RJ, mostrou-se chocada ao ouvir isso da irmã.

      • igor_johansen

        Oi Lais.

        Que estranha essa história de ter mais um filho para manter o bolsa família.

        As famílias de baixa renda têm DIREITO de receber um valor x independentemente do número de filhos que têm. É só enquadrar-se na faixa de renda estabelecida pelo Programa. O benefício elas NÃO TÊM COMO PERDER enquanto continuarem nas condições de extrema pobreza.

        Além disso, a ideia de ter mais um filho para manter o programa também não se sustenta. O benefício adicional (àquele valor x que é garantido) destina-se a mães que tenham filhos de 0 a 15 anos.

        A idade fértil de uma mulher vai dos 15 aos 49 anos. Se uma mulher tem seu primeiro filho aos 15 anos e espera mais 15 para ter o segundo (para teoricamente não perder o benefício), ela já estará com 30 anos de idade. Se fosse ter outro daí 15 anos, já teria 45. Não tem muita lógica esse planejamento, concorda?

        Enfim, sugiro que você fique atenta às histórias que ouve por aí…

        Quaisquer dúvidas sobre o Programa Bolsa Família, especialmente sobre quem é elegível para receber o benefício, informe-se no site: http://www.mds.gov.br/bolsafamilia/beneficios

        Saudações.

      • lais

        Igor, acho que vc não percebeu uma citação de data entre parentese…claramente disse que desconheço os detalhes das bolsas atuais, apenas me referi a um benefício da época. Em tempo, não são histórias ouvidas por aí. Fui genérica para não envolver nomes de pessoas sem sua autorização. São pessoas conhecidas, uma, funcionária minha por mais de 5 anos, e a outra sua irmã, que nunca saiu do interior da PB, semianalfabeta. Ma respeito seu profundo conhecimento. Longe de mim questioná-lo.

  4. lais

    Gostaria que a Walquíria Leão Rego esclarecesse se houve apreciação do tema por algum profissional gabaritado da área da psicologia. Os efeitos oriundos de situações onde o ser humano vive o desamparo, consequência da não necessidade em agir para obter resultados; da realidade que, faça o que fizer, não interferirá nos resultados obtidos, são devastadores. Quando há sacrifício e não há benefício, gera-se sensação de fracasso e desestímulo. Quando há benefício sem sacrifício, gera-se uma certeza de que não há necessidade de empenho para a obtenção de bens básicos e essenciais. Mata-se um sentimento positivo conhecido como orgulho — sentimento que acompanha quem se dedicou a uma ação e a viu progredir, sentir vontade de encher a boca e assumir publicamente o seu feito. Ao contrário está a vergonha, sentimento que corrói lentamente o ser humano, que sempre que possível tenta esconder o feito. Se não for possível, abaixa o tom de voz, a cabeça, os ombros e o olhar quando obrigado a assumir seu feito. Os programas de bolsa, quando praticados sem prazo ou condicionantes, não funcionam como estímulo para o crescimento pessoal ou profissional do ser humano. A longo prazo – me refiro a no mínimo 2 ou 3 gerações – produz-se uma população cuja única certeza é de que não há necessidade de ação para obtenção do básico, do mínimo para sobreviver. Porque faça o que fizer os resultados serão os mesmos. A manutenção desse condição de vida promove ao desamparo, precursor de processos depressivos, patologicamente falando. Penso nos filhos e netos dos atuais beneficiários destas bolsas, que crescem assistindo e ouvindo seus pais recusarem trabalhos dignos que os farão perder os benefícios se empregados. E como foi dito na entrevista, rendem mais do que a remuneração local. Se há exploração, que os sistemas de governo trabalhem para coibi-los, para proteger sua população através das leis, cumprindo-as ou reformando-as, e estimulando programas sociais visivelmente eficientes e que, na certeza de atuarem com eficiência na solução da pobreza, são excluídos antes mesmo de serem implementados, visando a manutenção da fábrica de corrupção, também chamada de pobreza.

    • Danilo

      Lais, boa tarde!

      Não sei sua formação, mas por que não experimenta uma situação prática para ver se acontece a tal acomodação quando o Estado fornece o básico às pessoas sem a necessidade de que estas se empenhem como vc diz? Passe alguns meses vivendo com R$ 152,00, valor médio do benefício, e após informe a todos se vc se sentiu acomodada, desprestigiada, com a vergonha de ter obtido benefícios sem sacrifício. Não precisamos de um profissional gabaritado da área de psicologia para comprovar tal tese.

      Aliás, também não precisamos de nenhum gabaritado em Direito para saber que o cidadão (qualquer um, pobre ou rico) tem direito de ter acesso à saúde, moradia, educação, lazer, entre outros. Direito este que deve ser concedido pelo Estado! Oras, a Constituição determina que o Estado tem que conceder o básico, por que alguém se sentiria desprestigiado? Uma pessoa se sente desprestigiada quando não consegue obter o que sempre sonhou, não consegue dar o que há de melhor para os filhos em termos de educação por exemplo, mas nunca por ter o básico para sobrevivência sendo concedido pelo Estado.

      • lais

        Tenho absoluto por opiniões divergentes à minha. Respeito-as mais ainda quando oferecem embasamento teórico. Em tempo, sou contra a constituição assistencialista brasileira. Sou a favor da meritocracia.

  5. lais

    correção: …..respeito…por opiniões…

  6. raul

    Mede-se o sucesso de um programa desses pelo numero de pessoas que sai do progrma, nao precisando mais dessa esmola. No Brasil sih aumenta os ” beneficiarios”. Brasileiro nao gosta de trabalhar. Por que norte-americanos, europeus, japoneses e agora chineses nao precisaram de bolsa nenhuma para prosperar? Dez anos desse programa e o povo continua vagabundo e nao quer pegar no pesado ( continuam recebendo e ninguem sai do programa). O Brasil sera sempre ( como todo o pais latino) uma nacao se segunda linha.

  7. raul

    ” que saem do programa”

  8. Marco

    Para quem AINDA tem dúvidas que o Bolsa Família, como está sendo aplicado, é um programa CONSERVADOR, ou seja, destina-se a MANTER o STATUS QUO, e não alterá-lo, veja a entrevista de hoje na FSP com o sociólogo Francisco de Oliveira, uma das mais qualificadas cabeças da ala “revolucinária” : “O Bolsa Família é uma declaração de fracasso. Para não morrer de fome, dá uma comidinha. Sou socialista há 50 anos. Para mim, a gente tem de mudar. E não necessariamente por revolução violenta, que está fora de moda. Bolsa Família é política conservadora. Atende uma dimensão da miséria, mas sem promessa de transformação.”

  9. Nossa, a maioria desses comentários daria outra tese à pesquisadora… acho que corrobora a teoria do desprezo… triste realidade…

  10. Ivo Kuhn disse:
    novembro21, 2013 as 17:45 pm

    Até concordo o que muitos falam! Mas nada disto esta acontecendo e mais uma compra d voto Oficializada. Seri p primeiro a elogiar as bolsas que criaram. Se tivessem investido na escolarização dos jovens. Mas nada disto esta acontecendo gente se ligam. A juventude esta ai jogada a Deus dará Me poupem desta asneiras. tenha dó.
    .

  11. thiago

    Então, ”realizaram um exaustivo trabalho de pesquisa, que se estendeu de 2006 a 2011” em que se ouviram mais de 150 mulheres beneficiadas pelo programa. Vocês por acaso acham isso trabalho? e tem coragem de dizer exaustivo? Entrevistaram 30 mulheres por ano? Deveriam ter vergonha em tomar isso como uma orientação de pesquisa. É uma vergonha! Se o bolsa familia provoca acomodação? Claro e óbvio que sim! No interior do Piauí é notoriamente conhecido por varias pessoas que deixaram de trabalhar por causa do bolsa familia. Casos de lavadeiras, costureiras, domésticas, e outras pessoas que antes trabalhavam em alguma coisa, hoje elas mesma se perguntam: Eu vou trabalhar pra que? se o Bolsa Familia ja me da o pouco que eu preciso! Ah, e quanto às condições de semi-escravidão? Não seria OBRIGAÇÃO dos fiscais do trabalho fazerem isso pelo pouco salário inicial de pouco mais de 13 mil reais mensais que ganham para fazer 1 a 2 visitas por semana e passar o resto da semana sentado na cadeira do escritorio da casa deles, enviando relatorios?

    • Observer

      Pois é sr.Ivo Armando Kuhn,concordo que deveriam investir na educação,mas temos certos professores que,não são mesmo competentes…Recentemente soube de uma prof.aposentada que plagiou pesquisas de outra pessoa.O que o sr.pensa disto?Seria isto que ela ensinava para seus alunos?Acredito que muitos destes que acreditamos pobres,não teriam coragem de fazer isto…

  12. Marcilio Pimenta

    Interessante o debate. Como já dito, dá embasamento para várias teses prós e contras. Mas não se pode negar o fato do comodismo que impregna milhares de família. Aí se traz à tona o aspecto cultural, a ignorancia mesmo que leva a essa letargia. Concordo que o programa deveria ser temporário e com acompanhamento e fiscalização dos filhos, na sua escolaridade, e dos pais proporcionando-lhes aptidões para o seu erguimento oportunizando saciar a fome e o aprendizado do pescar. A cultura do Estado paternalista é notória e nociva exatamente à essa classe dos desvalidos. Aperfeiçoar o programa neste sentido seria salutar.

  13. juliana cristina da silva

    E verdade que muitas pessoas se acomodam, mas tem muitas pessoas que necessitam dessa ajuda, pode ser pouco mas na hr q vc ver seus filhos te pedir uma bolacha e vc nao poder dar e dificil mas so sabe disso quem e pobre, gente 100,150 e 200 reais e uma ajuda nao sustenta uma familia, vc tem q fazer o q poder pra trazer dinheiro pra casa para ajudar a manter com o minimo de dignidade, pensem antes eu via mas crianças nas ruas nos farol pedindo esmola hj nao vejo tanto por que para a mulher receber seu bolsa familia seus filhos estão na escola, tendo educaçao para la na frente poder fazer do brasil um lugar melhor, e essas mulheres enquanto seus filhos estudam pode fazer uma faxina entre outras coisas para ajudar na renda de sua familia, so pensem as crianças de hj que se beneficia com a ajuda elas tem que ir a escola passar no medico a cada 6 meses. o BRASIL precisa de educação e elas estao tendo pode nao ser de 1 mundo mas estao tendo minha filha tem 6 anos estuda em escola da prefeitura recebe leite, uniforme, material escolar tem aulas de informatica ja ler e escreve muito bem pra sua idade e fala algumas coisas em inglês fico muito orgulhosa de ver sua educação por q nao posso pagar escola particular, ou seja toda ajuda e sempre bem vinda pra quem precisa.

  14. Rosângela Brandão

    Que discussão interessante!!! Percebo verdades nos dois argumentos utilizados para defender/condenar o bolsa família. No entanto, gostaria de relatar a minha verdade: Tive uma infância muito pobre, (pobre de doer), com oito anos já ajudava na renda familiar e mesmo assim sempre fui uma aluna exemplar. Não só assídua nas aulas (como o bolsa família sugere), mas com notas excelentes. Respeitava meus professores e cumpria a minha obrigação enquanto estudante. Com 17 anos fui aprovada no vestibular (muito concorrido por sinal), estudei durante quatro anos, sem bolsa, sem ajuda de custo de nenhum programa universitário. Muitas vezes pegando carona para chegar ao meu destino. E sempre buscando trabalho honesto, mesmo que socialmente falando fosse “inferior”. Passei por várias necessidades até mesmo alimentar! Fiz concurso público, sendo hoje funcionária pública. Tenho três filhos e posso afirmar que nunca recebi ajuda financeira de governo algum. Se não fosse o meu esforço e o da minha mãe (in memoriam) hoje eu seria mais uma a depender desse “assistencialismo” para viver com a minha família.

    Agora gostaria de deixar uma dica: O programa bolsa família deveria exigir além da presença dos filhos na escola, um bom nível de aprendizagem. Pois o que vemos muito por aí são escolas cheias de alunos com cabeça “oca” sem querer aprender. Vão para as escolas para receber o direito à bolsa, e é só!!!

    Abraços!

  15. Roberta

    Bolsa familia É COMPRA DE VOTOS, é a ctz de segurar a massa pobre sem educação que se contenta com esse misero dinheiro mensalmente…Brasil sem jeito!

  16. maria de fátima mangueira de sousa

    O bolça família é um programa fiscalizado pelo MEC e Ministério da Saúde, isso implica dizer que é um programa com visão futura, ao invés de criticar deveremos contribuir acolhendo essas crianças e adolescente em programas oferecidos pelas políticas públicas. o objetivo é no futuro radicalizar o índice de analfabetismo e doenças. obrigado! Fátima.

  17. Aline

    Entendo a importância do Bolsa Família, vejo que foi de grande valia contra a fome de milhares de pessoas no Brasil, mas acho que o dito “preconceito” que muitos têm com o assunto se deve a simples fatores:

    – A organização e fiscalização do Bolsa Família deixa a desejar. Quantos casos de fraudes escutamos nos jornais todos os dias, pessoas que recebem o benefício sem precisar? Não vamos generalizar e dizer que todas são assim, mas uma parcela considerável “maquia” a realidade com o intuito simples de se fazer de pobrezinho e receber o dinheiro. Isso é um FATO.

    – A problemática do Acúmulo de “auxílios”: É Bolsa Família, Auxílio Gás, Bolsa Escola, Bolsa Alimentação, Salário Família, Abono Natalino, Programa Conta Paga (que dá descontos consideráveis nas contas de água, luz e gás), Auxílio Seca, enfim… Eles são necessários? Sim, e vitais para uma parcela grande da população. Mas tem muito brasileiro que se diz analfabeto, mas conhece todos esses benefícios de cor e salteado e se utiliza deles, muitas vezes, de maneira enganosa. Exemplos? Auxílio Seca: Fulano (que já era comerciante) alugou 1 hectare de terra, plantou qualquer coisa e se cadastrou como “agricultor”. A seca veio, não deixou nada crescer (óbvio), ele ganhou o auxílio durante meses e ainda ficou se gabando de sua “engenhosidade” com toda a vizinhança. Ciclana se intitulou “mãe solteira”, negando a oficialização do casamento com o companheiro que vive (e esse companheiro trabalha, heim?), só para não declarar renda e ganhar outros tantos benefícios.

    Muitos brasileiros são assim: Enxergam a oportunidade de serem corruptos e aproveitam, tirando a chance de outra pessoa realmente necessitada. E o problema do “preconceito” mora ai: Por conta de uns, todos pagam.

  18. Deo

    Sou filho de agricultor, nascido no interior do Paraná, meu pai era proprietário de 1 alqueire de terras, nunca houve programa para preparar ou proteger o agricultor naquela época, houve uma seca e passamos muita necessidade. Vim para São Paulo, com praticamente a roupa do corpo e uns trocados, arrumei emprego numa padaria, depois num supermercado, fui estudar, me empreguei de continuo no Banco de São Paulo (depois incorporado pelo Banespa), trabalhei na Embalo, empresa de embalagens dentro da Abril, entrei na Siemens onde trabalhei por 20 anos, nesse interim casei, tivemos 2 filhos, 1 deles infelizmente faleceu aos 16 anos. Formamos uma em duas faculdades, hoje está fazendo especialização) trabalhei em outra empresa por 4 anos, estou em outra a 15 anos e nunca tive ajuda de “Bolsa nenhuma” para não dizer outra coisa, e se pude chegar onde cheguei, qualquer um também pode. Sabe qual é o meu segredo? Levantar cedo ir trabalhar honestamente, estudar, e administrar bem o dinheirinho que que ganha.
    Se fosse contar toda minha estória daria um bom livro.
    Então sou da opinião que ajuda a levantar o próximo a levantar fardo é louvável, carregar por ele é inviável.

  19. neuza fernandes

    Vc não nasceu com o PT governando, nasceu? Vc teve ,pelo menos, dinheiro para passagem para São Paulo, e os menos favorecidos, nem para água, em épocas de seca, eles teem, pense um pouco mais….Vc não sabe o que é pobreza….. um alqueire de terra é muito para quem dorme ao relento….

  20. O problema não é o que a bolsa família faz, mas o controle sobre ela que o governo não tem. Muitos a utilizam para comprar craque, bebidas, cigarros e deixam os filhos fora na escola e abandonados pelas ruas. Hoje qualquer um pode requerer bolsa família, precisando ou não, parece que não há mais critério, pediu, ganhou. Está parecendo SD de pescador. Agora virou moeda política, visando unicamente ganhar votos, pois se quisessem promover a vida das pessoas que vivem com muita dificuldades o programa seria mais amplo e se importariam em controlar o dinheiro empregado. Construiriam mais escolas e creches de tempo integral para acolher as crianças e assim os pais poderiam receber qualificação profissional adequada dentro das necessidades da região onde vivem, podendo assim sustentar a sua família com o salário que ganham em um trabalho digno. Se moram em regiões desprovidas de vagas de emprego, poderiam oferecer incentivos para empresas se fixarem nestas regiões. O governo pode fazer muito mais do que faz, dá apenas migalhas e estas não são suficientes para promover a vida de ninguém. Quem vive em dificuldades constantes o valor recebido ajuda muito pouco, é preciso trabalho decente, salário, pelo menos o mínimo, planejamento familiar, estudo de qualidade, investimento em sáude pública. Estas são necessidades básicas e como ainda não estão disponíveis para a maioria das pessoas, é compreensível entendermos que o nosso desenvolvimento é muito aquém, das nossas necessidades. Não somos um país pobre, apenas mal administrados em todas as esferas. Nosso políticos são Inteligentes, criativos, cheios de bons projetos, mas muitas vezes esquecem de usar todo o potencial para o bem comum. Muito para eles e os seus e para os outros migalhas. O pior de tudo é que muitos que recebem estas migalhas e com elas sobrevivem, acham que é tudo que têm direito e que o governo é bom demais. Nenhum governo é bonzinho, é a obrigação dos que estão lá oferecerem à população menos favorecida pelo menos direitos básicos garantidos pelo CF para ter o direito de cobrar os deveres.

  21. Regina Márcia Fernandes

    Já se percebe a manipulação desta ‘”tese” quando menciona o fato de Bolsa Família ser do governo Lula, perdeu ai toda a possível credibilidade. Texto pobre, sem fundamentação científica. Triste ver as Universidades serem tomadas por esses embuste.

    • Yuri Costa

      Isso é comunicação científica. Se quer o texto cheio de referência vá ler o livro e volte para criticar com mais propriedade.
      Aproveite e traga as suas para não vir com argumentos que ouviu por aí.

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