Por que os jovens profissionais da geração Y estão infelizes

Esta é a Ana.

Ana é parte da Geração Y, a geração de jovens nascidos entre o fim da década de 1970 e a metade da década de 1990. Ela também faz parte da cultura Yuppie, que representa uma grande parte da geração Y.

“Yuppie” é uma derivação da sigla “YUP”, expressão inglesa que significa “Young Urban Professional”, ou seja, Jovem Profissional Urbano. É usado para referir-se a jovens profissionais entre os 20 e os 40 anos de idade, geralmente de situação financeira intermediária entre a classe média e a classe alta. Os yuppies em geral possuem formação universitária, trabalham em suas profissões de formação e seguem as últimas tendências da moda. – Wikipedia

Eu dou um nome para yuppies da geração Y — costumo chamá-los de “Yuppies Especiais e Protagonistas da Geração Y”, ou “GYPSY” (Gen Y Protagonists & Special Yuppies). Um GYPSY é um tipo especial de yuppie, um tipo que se acha o personagem principal de uma história muito importante.

Então Ana está lá, curtindo sua vida de GYPSY, e ela gosta muito de ser a Ana. Só tem uma pequena coisinha atrapalhando:

Ana está meio infeliz.

Para entender a fundo o porquê de tal infelicidade, antes precisamos definir o que faz uma pessoa feliz, ou infeliz. É uma formula simples:

É muito simples — quando a realidade da vida de alguém está melhor do que essa pessoa estava esperando, ela está feliz. Quando a realidade acaba sendo pior do que as expectativas, essa pessoa está infeliz.

Para contextualizar melhor, vamos falar um pouco dos pais da Ana:

Os pais da Ana nasceram na década de 1950 — eles são “Baby Boomers“. Foram criados pelos avós da Ana, nascidos entre 1901 e 1924, e definitivamente não são GYPSYs.

Na época dos avós da Ana, eles eram obcecados com estabilidade econômica e criaram os pais dela para construir carreiras seguras e estáveis. Eles queriam que a grama dos pais dela crescesse mais verde e bonita do que eles as deles próprios. Algo assim:

Eles foram ensinados que nada podia os impedir de conseguir um gramado verde e exuberante em suas carreiras, mas que eles teriam que dedicar anos de trabalho duro para fazer isso acontecer.

Depois da fase de hippies insofríveis, os pais da Ana embarcaram em suas carreiras. Então nos anos 1970, 1980 e 1990, o mundo entrou numa era sem precedentes de prosperidade econômica. Os pais da Ana se saíram melhores do que esperavam, isso os deixou satisfeitos e otimistas.

Tendo uma vida mais suave e positiva do que seus próprios pais, os pais da Ana a criaram com um senso de otimismo e possibilidades infinitas. E eles não estavam sozinhos. Baby Boomers em todo o país e no mundo inteiro ensinaram seus filhos da geração Y que eles poderiam ser o que quisessem ser, induzindo assim a uma identidade de protagonista especial lá em seus sub-conscientes.

Isso deixou os GYPSYs se sentindo tremendamente esperançosos em relação à suas carreiras, ao ponto de aquele gramado verde de estabilidade e prosperidade, tão sonhado por seus pais, não ser mais suficiente. O gramado digno de um GYPSY também devia ter flores.

Isso nos leva ao primeiro fato sobre GYPSYs:

GYPSYs são ferozmente ambiciosos

President1

O GYPSY precisa de muito mais de sua carreira do que somente um gramado verde de prosperidade e estabilidade. O fato é, só um gramado verde não é lá tão único e extraordinário para um GYPSY. Enquanto seus pais queriam viver o sonho da prosperidade, os GYPSYs agora querem viver seu próprio sonho.

Cal Newport aponta que “seguir seu sonho” é uma frase que só apareceu nos últimos 20 anos, de acordo com o Ngram Viewer, uma ferramenta do Google que mostra quanto uma determinada frase aparece em textos impressos num certo período de tempo. Essa mesma ferramenta mostra que a frase “carreira estável” saiu de moda, e  também que a frase “realização profissional” está muito popular.

Para resumir, GYPSYs também querem prosperidade econômica assim como seus pais – eles só querem também se sentir realizados em suas carreiras, uma coisa que seus pais não pensavam muito.

Mas outra coisa está acontecendo. Enquanto os objetivos de carreira da geração Y se tornaram muito mais específicos e ambiciosos, uma segunda ideia foi ensinada à Ana durante toda sua infância:

Este é provavelmente uma boa hora para falar do nosso segundo fato sobre os GYPSYs:

GYPSYs vivem uma ilusão

Na cabeça de Ana passa o seguinte pensamento: “mas é claro… todo mundo vai ter uma boa carreira, mas como eu sou prodigiosamente magnífica, de um jeito fora do comum, minha vida profissional vai se destacar na multidão”. Então se uma geração inteira tem como objetivo um gramado verde e com flores, cada indivíduo GYPSY acaba pensando que está predestinado a ter algo ainda melhor:

Um unicórnio reluzente pairando sobre um gramado florido.

Mas por que isso é uma ilusão? Por que isso é o que cada GYPSY pensa, o que põe em xeque a definição de especial:

es-pe-ci-al | adjetivo
melhor, maior, ou de algum modo
diferente do que é comum

De acordo com esta definição, a maioria das pessoas não são especiais, ou então “especial” não significaria nada.

Mesmo depois disso, os GYPSYs lendo isto estão pensando, “bom argumento… mas eu realmente sou um desses poucos especiais” – e aí está o problema.

Uma outra ilusão é montada pelos GYPSYs quando eles adentram o mercado de trabalho. Enquanto os pais da Ana acreditavam que muitos anos de trabalho duro eventualmente os renderiam uma grande carreira, Ana acredita que uma grande carreira é um destino óbvio e natural para alguém tão excepcional como ela, e para ela é só questão de tempo e escolher qual caminho seguir. Suas expectativas pré-trabalho são mais ou menos assim:

Infelizmente, o mundo não é um lugar tão fácil assim, e curiosamente carreiras tendem a ser muito difíceis. Grandes carreiras consomem anos de sangue, suor e lágrimas para se construir – mesmo aquelas sem flores e unicórnios – e mesmo as pessoas mais bem sucedidas raramente vão estar fazendo algo grande e importante nos seus vinte e poucos anos.

Mas os GYPSYs não vão apenas aceitar isso tão facilmente.

Paul Harvey, um professor da Universidade de New Hampshire, nos Estados Unidos, e expert em GYPSYs, fez uma pesquisa onde conclui que a geração Y tem “expectativas fora da realidade e uma grande resistência em aceitar críticas negativas” e “uma visão inflada sobre si mesmo”. Ele diz que “uma grande fonte de frustrações de pessoas com forte senso de grandeza são as expectativas não alcançadas. Elas geralmente se sentem merecedoras de respeito e recompensa que não estão de acordo com seus níveis de habilidade e esforço, e talvez não obtenham o nível de respeito e recompensa que estão esperando”.

Para aqueles contratando membros da geração Y, Harvey sugere fazer a seguinte pergunta durante uma entrevista de emprego: “Você geralmente se sente superior aos seus colegas de trabalho/faculdade, e se sim, por quê?”. Ele diz que “se o candidato responde sim para a primeira parte mas se enrola com o porquê, talvez haja um senso inflado de grandeza. Isso é por que a percepção da grandeza é geralmente baseada num senso infundado de superioridade e merecimento. Eles são levados a acreditar, talvez por causa dos constantes e ávidos exercícios de construção de auto-estima durante a infância, que eles são de alguma maneira especiais, mas na maioria das vezes faltam justificativas reais para essa convicção”.

E como o mundo real considera o merecimento um fator importante, depois de alguns anos de formada, Ana se econtra aqui:

A extrema ambição de Ana, combinada com a arrogância, fruto da ilusão sobre quem ela realmente é, faz ela ter expectativas extremamente altas, mesmo sobre os primeiros anos após a saída da faculdade. Mas a realidade não condiz com suas expectativas, deixando o resultado da equação “realidade – expectativas = felicidade” no negativo.

E a coisa só piora. Além disso tudo, os GYPSYs tem um outro problema, que se aplica a toda sua geração:

GYPSYs estão sendo atormentados

Obviamente, alguns colegas de classe dos pais da Ana, da época do ensino médio ou da faculdade, acabaram sendo mais bem-sucedidos do que eles. E embora eles tenham ouvido falar algo sobre seus colegas de tempos em tempos, através de esporádicas conversas, na maior parte do tempo eles não sabiam realmente o que estava se passando na carreira das outras pessoas.

A Ana, por outro lado, se vê constantemente atormentada por um fenômeno moderno: Compartilhamento de Fotos no Facebook.

As redes sociais criam um mundo para a Ana onde: A) tudo o que as outras pessoas estão fazendo é público e visível a todos, B) a maioria das pessoas expõe uma versão maquiada e melhorada de si mesmos e de suas realidades, e C) as pessoas que expõem mais suas carreiras (ou relacionamentos) são as pessoas que estão indo melhor, enquanto as pessoas que estão tendo dificuldades tendem a não expor sua situação. Isso faz Ana achar, erroneamente, que todas as outras pessoas estão indo super bem em suas vidas, só piorando seu tormento.

Então é por isso que Ana está infeliz, ou pelo menos, se sentindo um pouco frustrada e insatisfeita. Na verdade, seu início de carreira provavelmente está indo muito bem, mas mesmo assim, ela se sente desapontada.

Aqui vão meus conselhos para Ana:

1) Continue ferozmente ambiciosa. O mundo atual está borbulhando de oportunidades para pessoas ambiciosas conseguirem sucesso e realização profissional. O caminho específico ainda pode estar incerto, mas ele vai se acertar com o tempo, apenas entre de cabeça em algo que você goste.

2) Pare de pensar que você é especial. O fato é que, neste momento, você não é especial. Você é outro jovem profissional inexperiente que não tem muito para oferecer ainda. Você pode se tornar especial trabalhando duro por bastante tempo.

3) Ignore todas as outras pessoas. Essa impressão de que o gramado do vizinho sempre é mais verde não é de hoje, mas no mundo da auto-afirmação via redes sociais em que vivemos, o gramado do vizinho parece um campo florido maravilhoso. A verdade é que todas as outras pessoas estão igualmente indecisas, duvidando de si mesmas, e frustradas, assim como você, e se você apenas se dedicar às suas coisas, você nunca terá razão pra invejar os outros.

Fonte do texto em inglês: http://www.waitbutwhy.com/2013/09/why-generation-y-yuppies-are-unhappy.html

Para curtir a página deles no Facebook, clique AQUI.

Fonte em português: http://qga.com.br/comportamento/jovem/2013/09/porque-os-jovens-profissionais-da-geracao-y-estao-infelizes

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1.549 Comentários

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1.549 Respostas para “Por que os jovens profissionais da geração Y estão infelizes

  1. Luckas Fortunato

    Muito bom ! Eu li tudo rsrs

  2. Pingback: Porque os jovens profissionais da geração y estão infelizes – Besnos on the rocks

  3. Em nenhum momento se aborda a questão da realidade social, especialmente no Brasil, onde as políticas ruins da esquerda minaram o sonho da carreira com a política do aparelhamento de Estado. Também não se fala da imensa maioria de jovens que estão despreparados, mas tem cotas ou outros elementos políticos que os fazem “subir” na carreira, apesar de muitos não terem sequer se esforçado para ter a instrução necessária para começar….muito fácil colocar a responsabilidade nos JOVENS E PAIS, e deixar de lado o fato de que não há empregos disponíveis para se começar carreiras, bem ou mal sucedidas. E que especiais são os que tem um “padrinho” político….fantasia permitida.

    • airton

      Como diz o texto, a culpa é minha mesmo!Olha que burrice minha achar que não conseguir uma vaga contra mais de quarenta pessoas pra auxiliar de serviços gerais é um problema externo!

    • Luis Nascimento

      Pior é que não entendem nada…o texto diz uma, a pessoa vem com outra.

    • mariana

      ele diz no início do texto que a geração y se refere a jovens de classe média e alta. sendo assim, msm q privilegiados por apadrinhamento político, uma vaga no ramo de seus familiares, ou desnecessariamente usando de recursos socias para se beneficiar, essa geração se vitimiza por sonhar com um mundo mto além da realidade. e eh de intenção do autor esclarecer para esses jovens que msm sendo abastados e bem escolarizados, esses jovens ainda tem q ralar mto pra obter qualquer sucesso na vida.

    • vitor marchi

      Por isso se aborda o fato de ter determinação e foco!!

    • Lorenna

      Sempre tem um paranóico para falar de esquerda. Essa geração não só se acha especial, ela é paranóica. E pelo visto invejosa tb.
      Você não tem o menor senso de realidade, o que é facilmente notado na sua fala…
      Nao sei se vc viu mas esse texto é uma tradução. O original é em inglês e por isso é bem óbvio pq não fala da situação social do Brasil. Que na paranóia de uns é a coisa mais importante e boa desculpa para as expectativas não alcançadas.
      O texto busca exatamente mostrar que existe uma tendência de comportamento de toda uma geração, independentemente de contexto social. Por isso não se associa a situação/contexto social específico…
      Somos uma geração das respostas prontas tb…

      • Evalda Pinheiro

        Foi exatamente isto, que eu entendi ao ler o texto.Muito bem explicado e de acordo com essa nova geraçao da qual meu neto faz parte.Foi selecionado numa Multinacional,com um salário compatível com a funçao a que se destinava,trabalha muito, mas vejo que a sua realidade não é como ele esperava.Oro todos os dias para que os jovens de hoje tenham determinaçao,paciencia,foco e fé para no tempo certo realizarem seus sonhos.

    • Jorge Dias

      Conclusao perfeita, com certeza este mundo nao foi no Brasil. Onde os sonhos acabam em pesadelos da noite pro dia.

    • Shirley

      Eh bem isso ! Disse tudo !

    • MARCELO HORTA

      Mimimi comum em todos os níveis. Sabe o que acontece… A vergonha impede o crescimento. Quando um brasileiro vai ao exterior, ele não tem família, vizinhança, conhecidos que possam lhe medir e com isso impedir seu crescimento. Aí ele trabalha em 4 sub-empregos, não gasta para impressionar desconhecidos, aprende, investe em si mesmo e se dá bem. Ah, o mimimi volta, pois lá ele tem chance, etc… MENTIRA! Aqui, Chineses, Japoneses, Italianos, …. também vem em busca de oportunidade, quando na verdade eles vem em busca é de fugir dos julgamentos e lutar insanamente por seu crescimento e vence também! No mesmo lugar onde eles não tem oportunidade nenhuma, são excluídos, não sabem a língua, etc… Mas vencem porque viram “sapos surdos” (se não conhecer, procure o texto) e lutam e só miram a frente! Nunca para trás ou para os lados!

  4. Luiz

    Fica uma dica… conte menos com a ajuda de outros (estado, amigos, Deus, etc.) e conte mais com seu próprio trabalho e capacitação. O crescimento numa carreira não é fruto só de cotas, de empregos bons ou vagas em estatais. Crescimento na carreira é fruto de “oportunidade” + “sorte” + “capacitação”. Não adianta ter muito de um ou dois itens acima sem ter o outro, ou seja, não adianta oportunidades surgirem por meio de cotas, mais voce ter sorte de ter uma boa indicação, mas na entrevista voce se mostra incapaz de assumir a nova função.

  5. Pingback: Porque os jovens profissionais da geração Y estão infelizes – Blog do Edimilson

  6. Rita de Cacia Barros Franzoni

    Muito bom!

  7. Pingback: Que geração é essa? | Aqui é cultura

  8. Lana maria kamiyama

    Perfeito!

  9. Róger Araujo

    Eu gostei muito do texto, bem elaborado e tem até um “entendeu ou quer que eu desenhe” rsrs. Mas, o texto fala por que a geração Y está infeliz e nos relatos, da entender que os pais dessa geração, priorizavam estabilidade profissional, não fazendo necessariamente o que gostavam, ou seja, também eram infelizes. Ou entendi errado ?

  10. Eliandro

    Excepcional,parabéns aos envolvidos.

  11. Pingback: Academia + Empresa: mais ação e menos mimimi | STARTIFY

  12. Pingback: Post 15 – Clínica e cultura Pt I – joogabrielcaffarelli110124138turmac

  13. Olá!
    Excelente o texto. Entendo que o efeito FACEBOOK vai ainda muito além.
    Busco textos sobre este impacto, e também sobre como capacitar colaboradores e formar líderes dentro do contexto da geração GYPSY.
    Agradeço a ajuda.
    Mielke, Dr.

    eduardomielke@yahoo.com.br

    • Natã Azevedo

      Eu também estou reunindo informações sobre este tema, me interessei demais. Hj estou inserido nesse contexto da geração GYPSY cheio de dúvidas e procurando uma saída.

  14. Pingback: O que é ser GYPSY? – DiárioDaGeraçãoY

  15. Pingback: Porque os jovens profissionais da geração Y estão infelizes | Alexandre Melo Franco Bahia

  16. Ótimo texto. Eu que tenho 60 sou testemunha destas fases. Parabéns ao autor por conseguir mostrar tudo isso de forma tão simples. Até desenhou pra se fazer entender melhor. Elogio também as dicas dadas ao frustrados.

  17. Excelente texto!
    Real, reflexivo, atual e sobretudo muito aderente aos cenários organizacionais.

  18. cleyton oliveira

    bom texto….

  19. Derlan

    Gostei, mas acredito que alguns dados ficaram de fora por conta do paradigma. Tecnicamente acredito que o texto foi bem construído pelas constatações do que cotidiano se revela, mas há alguns dados a mais a serem analisados: a) A mais-valia é grandemente tomada da pessoa e lhe é entregue apenas uma parcela. Dessa forma, em nome de uma “sociedade segura” criada pelo Pacto Social, grande parte da riqueza que uma pessoa gera não fica em suas mãos; b) A alínea “a” é possível porque estamos num paradigma de competição, em vez de cooperação. Já está mais que provado que não existe uma “mão invisível” regulando a vida econômica como Adam Smith explicou, mas sim há um ganho significativo na cooperação como o Nobel John Nash explanou. Dessa forma, toda riqueza gerada pelos avós e pais de Ana propiciaram uma mudança no sistema econômico e que, contrariamente, os “donos do poder” não querem que ocorra. É como se Ana tivesse uma configuração da realidade que propiciaria a organização social dar um salto e esse fenômeno estivesse sendo barrado. Para isso, é óbvio, o ego dela deveria ser melhor lapidado para entender o que é cooperação, mas a visão sobre possibilidades já está formada e com toda energia; por fim c) a conclusão não poderia ser outra senão a de que o velho quer regrar o novo sistema para manutenção do status quo, sem saber canalizar toda essa energia para algo maior e melhor. A boa notícia é que os passos estão sendo dados, mais timidamente, mas estão…

  20. Pingback: Só sai da rotina quem tem uma - Fernando Alves

  21. Bornoson

    Faltou uma coisa em toda esse analize: as espectativas que mensuram o grau de satisfação com a vida não devem ser pautadas em conquistas materiais.

  22. O texto é legal (embora não seja a única verdade possível). Mas essa definição de felicidade (expectativa/realidade) é muito escrota. Eu gosto de pensar que felicidade não tem relação com a expectativa, mas exclusivamente com viver a realidade da melhor forma possível.

  23. Pingback: Porque os jovens profissionais da geração Y estão infelizes | examplegratuito367

  24. Brunon

    Muito bom artigo! Enquanto a felicidade for associada a uma identidade sempre haverá frustração, pois reina o desejo por várias realizações dentro da vida, sendo que a vida já é a maior realização. Para estar feliz plenamente basta querer aceitá-la como ela é, além do que geramos menor esforço pra ser quem somos do que para ser nossos desejos e identidades! rsrsrs

  25. Pingback: Porque os jovens profissionais da geração Y estão infelizes | Marcos Lopes

  26. Pingback: A ciência é mesmo o seu ikigai? | Sobrevivendo na Ciência

  27. ingrid

    O próprio escritor do texto parece ser um típico GYPSY. Se Ana trabalhar muito ainda é bem provável que ela não seja especial e sim medíocre. Afinal a maioria das pessoas é medíocre e não especial.

    E o que há de errado em ser medíocre?

    Está sociedade que exige que todos sejamos especiais, o que é impossível. A gente tem que ser realista e tentar ser feliz, mesmo não sendo “especial”.

  28. José manuel

    Este estudo de fato relata de uma forma muito inteligente o que vemos no mundo real. As grandes empresas brasileiras sofreram consequências com profissionais desta natureza.

    Tem muito unicórnios (mega especiais) que não requerem ralar só chegar lá. Mas as empresas com seus programas de trainee também estão fomentando estas ilusões. Os resultados só veremos daqui a alguns anos.

    Como tudo o equilíbrio e o ideal. Então poderíamos ir para uma nova fase onde pudéssemos unir o esforço da construção da carreira como antes com o prazer de fazer o que gostamos, contribuindo efetivamente com crescimento das empresas e do país e com reconhecimento que o esforço e o resultado geraram.

    Vamos acabar com a ilusão de reconhecer sem nenhum ou muito pouco resultado no curto prazo.

  29. Republicou isso em Sobrevivendo na Ciênciae comentado:
    Uma reflexão muito importante. O argumento apresentado explica melhor ainda a frustração e a depressão generalizadas da geração Z, nascida nos anos 1990 e 2000.

  30. Pingback: Porque os jovens profissionais da geração Y estão infelizes | Unidades Imaginárias

  31. ELY ALVES DE SOUSA

    Os comentários e os comentários dos comentários são plurais e interessantes, assim como os nossos pensamentos, que mudam através dos tempos vividos, Uma sugestão que coloco é deveríamos mencionar nossa faixa etária para estabelecer um parâmetro entre opinião e idade. No meu caso específico, tenho mais de 50 anos e a minha opinião sobre a geração “Y” é que basicamente não se prendem ao futuro e vivem o presente e estão envelhecendo no presente se moldando no seu espaço de convivência.

  32. Jair Santos

    Excelente abordagem sobre o fato. parabéns.

  33. Thyno

    Bem útil e incio

  34. Pingback: Você NÃO é especial, Gerencie suas expectativas profissionais – Eleve sua carreira

  35. Pingback: Personas ou Perfis? – Glauber Vicari

  36. Pri

    Boa a explicacao, mas se contradiz várias as vezes

  37. A questão é em que v. acredita: V. faz o que gosta, ou V. gosta do que faz? Conforme a resposta, o seu nível de satisfação com a realidade.

  38. Priscila

    Sou dessa geração e vejo o Facebook como algo de bom para ser compartilhado porque ninguém gosta de desgraça, por isso só há publicação de coisas boas mas não para fugir da realidade … E quanto as frustrações, podem ser falta de aprendizado e amadurecimento também !!

  39. Pingback: Você, a vida adulta e seu prato de miojo – Oficina de Valores

  40. Pingback: 5 coisas estúpidas que a sociedade espera de você

  41. Não sei porque vou me dar ao trabalho de comentar, mas fiquei extremamente indignada com o texto. Sim, eu sou da geração Y e acho que a causa da nossa frustração é muito maior do que sermos apenas crianças mimadas e egocêntricas que se acham especiais… Meus pais ralaram duro a vida inteira para estarem velhos e não terem grandes luxos, na verdade é uma vida até meio medíocre por ter que decidir se dá pra comprar carne hoje ou não, com o preço que as coisas estão. O grande ponto da questão é: não pode ser tudo assim tão difícil. Desculpa, mas trabalhar 20 anos em uma empresa que não te valoriza, passar noites mal dormidas e viver em um loop infinito de tédio em um trabalho medíocre que não significa nada pra ninguém pelo simples fato de PRECISAR colocar uma merreca de dinheiro dentro de casa, mesmo tendo feito a tão sonhada faculdade de 4, 5 ou 6 anos, e ainda ter que regular todos os gastos da casa para não faltar nada enquanto tem político que ganha 20 mil por mês + auxílio moradia, etc.? Não parece um pouco sem sentido? Quem é que não sonha em poder comprar o carro do ano e ter um emprego que não sugue as profundezas da sua alma a troco de banana? Quem é que não acha que poderia fazer algo melhor da vida, algo que ajudasse não só a si mesmo mas às pessoas ao redor? Nós somos frustrados por ter tanta gente vivendo nesse sistema de meritocracia achando que quanto mais trabalhar, mais vai ganhar – o que no final das contas acaba não chegando nem perto da realidade. Porque quem decide se você merece ou não o aumento é o seu chefe, que não tá nem aí se você tá dando o seu melhor e ralando o máximo que você pode, – se você não render 800% você tá fora, não merece! – e é isso que move o mundo. Ou vão me dizer que todos aqui saem sorridentes e felizes com as suas expectativas negativas quando cai o pagamento?

  42. Pingback: Eu nunca quis nada de ninguém - Mayo Trips

  43. Pingback: Crianças Empreendedoras – Flavia Netto

  44. Pingback: Ansiedade: como passei por isso. | Luz e Listras

  45. Thelma França

    Sensacional! Era tudo que meu filho precisa saber através de outra pessoa, pois não dava conta de perceber o quanto nós país dedicá vamos e ainda dedico profissionalmente e na rotina da casa durante todos estes 22 anos de sua existência e ainda tendo-o como agravante “puxa pra trás” pois além de não colaborar, facilitar o dia a dia piorava o cansaço, o stress que nos causava por sua falta de participação nos afazeres domésticos além de não cuidar de suas próprias coisas: guardar suas roupas, sapatos, materiais escolares, cobrir sua cama, abrir a janela do seu quarto, tirar o chinelo de dentro do box e passar o rodo após seu banho, não deixar água cair dentro das gavetas do lavatório, jogar cascas de ovo e bananas no lixo ao lado da pia Onde as deixava. Puxa, tudo isto normal de cada um fazer naturalmente. Até aí, nada ainda fez para o bem estar geral tipo: pode deixar que eu faço o suco ou coloco a toalha na mesa ou lavo o carro. O que eu quero dizer que sempre viveu no “mundinho” dele: aos domingos, da cama para o sofá com celular nas mão e perguntava que hora vai sair o almoço? Cansei. Falei pra ele procurar outro lugar pra morar. Que o o muito e que me amo tambémuito, portanto não quero deixar me cansar com não afazeres de pessoas alheias. Pago pensão e que onde estiver, coma. Ainda assim sinto o quanto ele me ama e sou importante nas conversas que ele me solicita por telefone ou pessoalmente. E me beija e abraça com olhar brilhante. E me dá o feedbak do quanto está melhor após nossa conversa. É o amor entre nós e sinto-o “crescendo” como pessa num desabrochar para percaber as coisas, os fatos ao seu redorçamento e espiritualmente, graças a Deus, a mim e à psicóloga que o enviou este texto. Foi ele que me enviou este texto. Parabéns, obrigada e que Deus continue te iluminando para você ajudar a tantas pessoas. Seja sempre feliz!

  46. Nossa, surpreendeu-me a linha de raciocínio tão coesa. Parabéns ao autor. Muito bom o artigo, traz uma reflexão enorme pra nossa geração! #pormaisartigosassim

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