Por que os jovens profissionais da geração Y estão infelizes

Esta é a Ana.

Ana é parte da Geração Y, a geração de jovens nascidos entre o fim da década de 1970 e a metade da década de 1990. Ela também faz parte da cultura Yuppie, que representa uma grande parte da geração Y.

“Yuppie” é uma derivação da sigla “YUP”, expressão inglesa que significa “Young Urban Professional”, ou seja, Jovem Profissional Urbano. É usado para referir-se a jovens profissionais entre os 20 e os 40 anos de idade, geralmente de situação financeira intermediária entre a classe média e a classe alta. Os yuppies em geral possuem formação universitária, trabalham em suas profissões de formação e seguem as últimas tendências da moda. – Wikipedia

Eu dou um nome para yuppies da geração Y — costumo chamá-los de “Yuppies Especiais e Protagonistas da Geração Y”, ou “GYPSY” (Gen Y Protagonists & Special Yuppies). Um GYPSY é um tipo especial de yuppie, um tipo que se acha o personagem principal de uma história muito importante.

Então Ana está lá, curtindo sua vida de GYPSY, e ela gosta muito de ser a Ana. Só tem uma pequena coisinha atrapalhando:

Ana está meio infeliz.

Para entender a fundo o porquê de tal infelicidade, antes precisamos definir o que faz uma pessoa feliz, ou infeliz. É uma formula simples:

É muito simples — quando a realidade da vida de alguém está melhor do que essa pessoa estava esperando, ela está feliz. Quando a realidade acaba sendo pior do que as expectativas, essa pessoa está infeliz.

Para contextualizar melhor, vamos falar um pouco dos pais da Ana:

Os pais da Ana nasceram na década de 1950 — eles são “Baby Boomers“. Foram criados pelos avós da Ana, nascidos entre 1901 e 1924, e definitivamente não são GYPSYs.

Na época dos avós da Ana, eles eram obcecados com estabilidade econômica e criaram os pais dela para construir carreiras seguras e estáveis. Eles queriam que a grama dos pais dela crescesse mais verde e bonita do que eles as deles próprios. Algo assim:

Eles foram ensinados que nada podia os impedir de conseguir um gramado verde e exuberante em suas carreiras, mas que eles teriam que dedicar anos de trabalho duro para fazer isso acontecer.

Depois da fase de hippies insofríveis, os pais da Ana embarcaram em suas carreiras. Então nos anos 1970, 1980 e 1990, o mundo entrou numa era sem precedentes de prosperidade econômica. Os pais da Ana se saíram melhores do que esperavam, isso os deixou satisfeitos e otimistas.

Tendo uma vida mais suave e positiva do que seus próprios pais, os pais da Ana a criaram com um senso de otimismo e possibilidades infinitas. E eles não estavam sozinhos. Baby Boomers em todo o país e no mundo inteiro ensinaram seus filhos da geração Y que eles poderiam ser o que quisessem ser, induzindo assim a uma identidade de protagonista especial lá em seus sub-conscientes.

Isso deixou os GYPSYs se sentindo tremendamente esperançosos em relação à suas carreiras, ao ponto de aquele gramado verde de estabilidade e prosperidade, tão sonhado por seus pais, não ser mais suficiente. O gramado digno de um GYPSY também devia ter flores.

Isso nos leva ao primeiro fato sobre GYPSYs:

GYPSYs são ferozmente ambiciosos

President1

O GYPSY precisa de muito mais de sua carreira do que somente um gramado verde de prosperidade e estabilidade. O fato é, só um gramado verde não é lá tão único e extraordinário para um GYPSY. Enquanto seus pais queriam viver o sonho da prosperidade, os GYPSYs agora querem viver seu próprio sonho.

Cal Newport aponta que “seguir seu sonho” é uma frase que só apareceu nos últimos 20 anos, de acordo com o Ngram Viewer, uma ferramenta do Google que mostra quanto uma determinada frase aparece em textos impressos num certo período de tempo. Essa mesma ferramenta mostra que a frase “carreira estável” saiu de moda, e  também que a frase “realização profissional” está muito popular.

Para resumir, GYPSYs também querem prosperidade econômica assim como seus pais – eles só querem também se sentir realizados em suas carreiras, uma coisa que seus pais não pensavam muito.

Mas outra coisa está acontecendo. Enquanto os objetivos de carreira da geração Y se tornaram muito mais específicos e ambiciosos, uma segunda ideia foi ensinada à Ana durante toda sua infância:

Este é provavelmente uma boa hora para falar do nosso segundo fato sobre os GYPSYs:

GYPSYs vivem uma ilusão

Na cabeça de Ana passa o seguinte pensamento: “mas é claro… todo mundo vai ter uma boa carreira, mas como eu sou prodigiosamente magnífica, de um jeito fora do comum, minha vida profissional vai se destacar na multidão”. Então se uma geração inteira tem como objetivo um gramado verde e com flores, cada indivíduo GYPSY acaba pensando que está predestinado a ter algo ainda melhor:

Um unicórnio reluzente pairando sobre um gramado florido.

Mas por que isso é uma ilusão? Por que isso é o que cada GYPSY pensa, o que põe em xeque a definição de especial:

es-pe-ci-al | adjetivo
melhor, maior, ou de algum modo
diferente do que é comum

De acordo com esta definição, a maioria das pessoas não são especiais, ou então “especial” não significaria nada.

Mesmo depois disso, os GYPSYs lendo isto estão pensando, “bom argumento… mas eu realmente sou um desses poucos especiais” – e aí está o problema.

Uma outra ilusão é montada pelos GYPSYs quando eles adentram o mercado de trabalho. Enquanto os pais da Ana acreditavam que muitos anos de trabalho duro eventualmente os renderiam uma grande carreira, Ana acredita que uma grande carreira é um destino óbvio e natural para alguém tão excepcional como ela, e para ela é só questão de tempo e escolher qual caminho seguir. Suas expectativas pré-trabalho são mais ou menos assim:

Infelizmente, o mundo não é um lugar tão fácil assim, e curiosamente carreiras tendem a ser muito difíceis. Grandes carreiras consomem anos de sangue, suor e lágrimas para se construir – mesmo aquelas sem flores e unicórnios – e mesmo as pessoas mais bem sucedidas raramente vão estar fazendo algo grande e importante nos seus vinte e poucos anos.

Mas os GYPSYs não vão apenas aceitar isso tão facilmente.

Paul Harvey, um professor da Universidade de New Hampshire, nos Estados Unidos, e expert em GYPSYs, fez uma pesquisa onde conclui que a geração Y tem “expectativas fora da realidade e uma grande resistência em aceitar críticas negativas” e “uma visão inflada sobre si mesmo”. Ele diz que “uma grande fonte de frustrações de pessoas com forte senso de grandeza são as expectativas não alcançadas. Elas geralmente se sentem merecedoras de respeito e recompensa que não estão de acordo com seus níveis de habilidade e esforço, e talvez não obtenham o nível de respeito e recompensa que estão esperando”.

Para aqueles contratando membros da geração Y, Harvey sugere fazer a seguinte pergunta durante uma entrevista de emprego: “Você geralmente se sente superior aos seus colegas de trabalho/faculdade, e se sim, por quê?”. Ele diz que “se o candidato responde sim para a primeira parte mas se enrola com o porquê, talvez haja um senso inflado de grandeza. Isso é por que a percepção da grandeza é geralmente baseada num senso infundado de superioridade e merecimento. Eles são levados a acreditar, talvez por causa dos constantes e ávidos exercícios de construção de auto-estima durante a infância, que eles são de alguma maneira especiais, mas na maioria das vezes faltam justificativas reais para essa convicção”.

E como o mundo real considera o merecimento um fator importante, depois de alguns anos de formada, Ana se econtra aqui:

A extrema ambição de Ana, combinada com a arrogância, fruto da ilusão sobre quem ela realmente é, faz ela ter expectativas extremamente altas, mesmo sobre os primeiros anos após a saída da faculdade. Mas a realidade não condiz com suas expectativas, deixando o resultado da equação “realidade – expectativas = felicidade” no negativo.

E a coisa só piora. Além disso tudo, os GYPSYs tem um outro problema, que se aplica a toda sua geração:

GYPSYs estão sendo atormentados

Obviamente, alguns colegas de classe dos pais da Ana, da época do ensino médio ou da faculdade, acabaram sendo mais bem-sucedidos do que eles. E embora eles tenham ouvido falar algo sobre seus colegas de tempos em tempos, através de esporádicas conversas, na maior parte do tempo eles não sabiam realmente o que estava se passando na carreira das outras pessoas.

A Ana, por outro lado, se vê constantemente atormentada por um fenômeno moderno: Compartilhamento de Fotos no Facebook.

As redes sociais criam um mundo para a Ana onde: A) tudo o que as outras pessoas estão fazendo é público e visível a todos, B) a maioria das pessoas expõe uma versão maquiada e melhorada de si mesmos e de suas realidades, e C) as pessoas que expõem mais suas carreiras (ou relacionamentos) são as pessoas que estão indo melhor, enquanto as pessoas que estão tendo dificuldades tendem a não expor sua situação. Isso faz Ana achar, erroneamente, que todas as outras pessoas estão indo super bem em suas vidas, só piorando seu tormento.

Então é por isso que Ana está infeliz, ou pelo menos, se sentindo um pouco frustrada e insatisfeita. Na verdade, seu início de carreira provavelmente está indo muito bem, mas mesmo assim, ela se sente desapontada.

Aqui vão meus conselhos para Ana:

1) Continue ferozmente ambiciosa. O mundo atual está borbulhando de oportunidades para pessoas ambiciosas conseguirem sucesso e realização profissional. O caminho específico ainda pode estar incerto, mas ele vai se acertar com o tempo, apenas entre de cabeça em algo que você goste.

2) Pare de pensar que você é especial. O fato é que, neste momento, você não é especial. Você é outro jovem profissional inexperiente que não tem muito para oferecer ainda. Você pode se tornar especial trabalhando duro por bastante tempo.

3) Ignore todas as outras pessoas. Essa impressão de que o gramado do vizinho sempre é mais verde não é de hoje, mas no mundo da auto-afirmação via redes sociais em que vivemos, o gramado do vizinho parece um campo florido maravilhoso. A verdade é que todas as outras pessoas estão igualmente indecisas, duvidando de si mesmas, e frustradas, assim como você, e se você apenas se dedicar às suas coisas, você nunca terá razão pra invejar os outros.

Fonte do texto em inglês: http://www.waitbutwhy.com/2013/09/why-generation-y-yuppies-are-unhappy.html

Para curtir a página deles no Facebook, clique AQUI.

Fonte em português: http://qga.com.br/comportamento/jovem/2013/09/porque-os-jovens-profissionais-da-geracao-y-estao-infelizes

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1.550 Comentários

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1.550 Respostas para “Por que os jovens profissionais da geração Y estão infelizes

  1. Nuci

    Muito bom o texto. Vejo isto em excelentes faculdades criando ilusões.

  2. Pingback: Porque os jovens profissionais da geração Y estão infelizes - Mirelle Serra

  3. Pingback: Porque os jovens profissionais da geração Y estão infelizes – Michely Coutinho

  4. Gostei do texto! Mas não considero ruim esse tipo de comportamento, pelo contrário, acredito que nossa geração é a que mais viu inovação. Provavelmente nos próximos anos superaremos a ficção científica, se já não o tivermos feito!
    As pessoas que mudaram ou mudam o mundo possuem comportamento similar, vide Steve Jobs e Elon Musk, por exemplo.
    Gostaria de ver exploradas no texto as variáveis, além do boom econômico, que levaram a geração y a tal comportamento.

    • mario eugenio

      Vcs só tiveram essa tcnnologia toda na mao, gracas a minha geracao d0 ano de 1959 ate 1965…” geracao de Steve_ Jobs…. ou voce acha que foram vcs que inventaram a internet e toda essa tercnologia que esta ai na sua mao..de bandeja..sem esforco nenhum …

      • Klendja

        Pelo jeito n eh so a geração y que se sente especial. Ja ha ate ums disputa por aqui. Kkkkkk

      • não há e nem deve haver disputa..estamos tentando ver se cai a ficha de voces!
        Se fosse pra haver disputa, não seria com a geração de voces é claro! mas sim com as gerações anteriores a nossa, mas como nós da minha geração, aprendemos respeitar os mais velhos e as gerações anteriores a minha, foram determinantes na nossa educação, até então não tinha havido conflito de geração…capitou?

        abraço!

      • Celso

        O Mario estava em outro planeta nos últimos 70 anos…

      • Ariane

        Mario Eugênio, nesta conversa está claro que eles se sentem acima da média (especiais), acreditam que serão um Zuckerbeg, aliás que nada fez além de fazer uma cópia melhorada de algo que já existia (orkut) e ter um grande golpe de sorte….. pergunte para eles quem é Malala e com certeza não saberão….

      • 20 e poucos anos

        Isso significa então que somos meio mundo de bosta, uma geração inferior? Então a função da geração anterior à nossa e que nos criou é nos abrir os olhos, ou seja, reafirmar constantemente que não nos esforçamos para nada e que não conseguiremos nada porque somos muito bostas mesmo; além de pontuar que aquilo que consideramos conquistas e que vêm mudando a nossa realidade não passa de brincadeira de criança ou cópia de outras coisas? O que você sugere, um grande suicídio coletivo da geração Y?
        E qual é a geração que se sente especial, mesmo?
        Eu já me convenci de que não sou especial há uns bons pares de anos e que tenho me dar o máximo de mim pra ser alguma coisa, mesmo que isso me custe meus melhores anos, porque hoje o mundo é absurdamente mais competitivo do que 20, 30 anos atrás. A possibilidade de todo esse esforço ser em vão e de perder momentos, sono, dinheiro à toa investindo nisso me assusta e me atormenta real. Tudo o que eu menos quero é gente me desincentivando a prosseguir porque acha que a sua geração é a única que sabe trabalhar de verdade.

    • mario

      Isso q vc acha, foi a geração do seus pais que fizeram e estão fazendo acontecer…por enquanto vcs são simples usuários reclamões!

      • mario eugenio

        Ao ponto de achar o que Zuckerberg, é uma coisa maravilhosa…o facebook é um cancer da sociendade… pense nisso!reflita!

      • ok

        Talvez, não consigamos fazer nada de bom porquê vocês, da sua geração da geração dos meus pais, não compreende a extensão do que vocês criaram, para ser honesto Mario, nem vocês sabem o que fazer com o que vocês criaram, imagina nós que fomos criados por vocês!
        Na sua época não havia tanta cobrança por criar coisas, até porque vocês fizeram o que fizeram não porque sabiam o que estavam fazendo, mas pelo simples fato de ter sido consequência do que seus pais haviam deixado preparado para vocês.
        Vocês revolucionaram a liberdade, hoje nós a usamos como achamos conveniente, não é fácil receber mensagem às 5:50 da manhã perguntando se você foi promovido a CEO de alguma multinacional porque te paguei os melhores cursos de inglês, te paguei a melhor faculdade, te paguei um intercambio, o minimo que você pode fazer se não for um CEO é descobrir a cura para o câncer! Super normal!
        Acredito que somos frustrados, ou uma geração bem meia boca porque vocês nos fizeram assim, nossas expectativas são acima da média porque foi implantado no nosso cérebro desde que nascemos “VOCÊ É ESPECIAL” e quando você cresce o mínimo que você pode fazer é responder a altura, aos 25 ser o CEO de uma multinacional recebendo um salários de 50 mil por mês.

        Não acredite Mario se um dia te disseram que você é especial porque você não é, nem mesmo tua geração que se gaba tanto por ter feito o que fez, até porque somos a soma de todas as gerações, inclusive a sua.

        beijos de luz, e pense um pouco mais, critique menos, incentive mais.

      • C PINHEIRO

        Sim, critique menos porquê geração y não aguenta nada…

      • Mário Eugênio

        C Pinheiro, não me leve a mal..
        Na verdade queremos ajudar, de alguma forma voces.
        Ninguém em nenhum momento disse que voces são isso ou aquilo.
        Estamos tentando abrir os olhos de voces.
        O Exemplo que voce deu de ser CO e ganhar 50 mil reais por mes, o que seria o seu maior objetivo.
        Eu como pai, não concordo com esse tipo de criação, nem de encaminhamento…nem de longe!
        Tuxar estudos na cabeça dos filhos que ele nem consegue respirar de tanto compromisso com escolas de todos os tipos, academias, etc.não vivem a vida…acho um crime! que aliás não sei de onde esses pais tiraram isso, eles não estudaram tanto assim…o que eles estão querendo na verdade é matar a sua propria ansiedade, seus proprios recalques e coloca nos proprios filhos…acho isso uma mesquinhes! ate maldade
        Meu filho não estudou tanto assim, hoje ele conseguiu abrir uma empresa na net, esta no começo mas ja esta indo bem…o que ele teve foi perseverança,como diz o outro sangue no zoio!!só depende dele a para a empresa deslanchar…ta correndo..sabe no que eu ajudo? sómente na experiencia que eu tenho de administrar uma empresa.
        Tive a minha de grande sucesso, mas atualmente ela quebrou…era uma empresa prestadora de serviço de musica ao vivo..arrebentamos durante 15 anos…mais de 2000 mil eventos de todos os tipos, dirigimos todos hoteis 5 estrelas de são paulo…hoje os hoteis estão quebrado e faz tempo…desde o ano de 2000..a rede Melia a qual eu era o diretor musical de toda a rede, foi embora do Brasil porque quebrou aqui…uma rede de mais de 800 hoteis 5 estrelas top, no mundo..vem pro Brasil e quebra! enfim…Tento mostrar pro meu filho onde eu acertei onde eu errei….a culpa da minha empresa ter quebrado não foi minha, foi do mercado! Vários ramos de atividade sumiram, famílias e famílias quebraram..a da telefonia fixa por ex…tinha grandes empresas milionárias que vendiam e compravam telefones fixos…a linha chegava a custa R$7.000 mil reais..sumiram…normal quebrar! a verdade é essa! o que não pode é desanimar no primeiro tropeço, tem que ter garra…tropeçou? espera um tempo, levanta, sacode a poeira e vai pra cima!
        Mas te digo…precisamos ser humildes pra enxergar os horizontes!
        Deus não deixa a gente enxergar com soberba, quando deixa , pode acreditar… que o tombo é la de cima e de cabeça!
        Voce ja deve ter visto alguma historia assim…

        boa sorte a geração Y

    • Ronald

      KkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    • Ronald

      Se tivessem pago alguém pra comprovar o que foi dito no texto não teria saído tão bom qto esse comentário do Samuel S. Ferreira Barba..

  5. Pingback: Você vai postar bem menos - ou mentir bem mais - em 2017

  6. Muito bom o texto! Bom para cair na realidade. Concordo em tudo o que o altor defendeu, eu escutei muitas vezes que era especial, sinto frustrações e com certeza alimentei um unicórnio brilhoso infundamentado na minha cabeça. Abs!

  7. Kozo Sugawara

    Gostei do texto.
    Estou prestes a fazer 65.
    Tenho que admitir que não acertei em tudo o que diz respeito a educação ou orientações a minhas filhas, mas as minhas atitudes foram conforme a minha formação familiar e da sociedades que me envolveu na ocasião. Não sinto culpas por isso. É claro que se tivesse o poder de voltar no tempo teria tomado algumas decisões (nem sempre fácil) de outra forma. Hoje sinto feliz, sinto que acertei mais do que errei. As decisões, no meu ponto de vista, existem para serem tomadas. Se acertei ganhei no tempo e espaço, se errei sempre tive tempo de corrigir (material) ou remediar (sentimental). Um grande abraço as todos.

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  10. Juliano Cesar Sa

    Muito bom o texto e de fato é uma realidade , o que precisa para a geração da Ana é ter um pouco mais de paciência e perseverança , porque eles tem um futuro muito lindo se prestarem atenção para este estes dois pontos

  11. Adriano Mendes dos Santos

    Artigo muito esclarecedor. Parabéns aos autores.

  12. Evandro Pecanha

    Muito oportuna a análise para orientar as novas gerações e aos seus pais sobre não criar falsas expectativas e consequentes frustrações.

  13. Eu acho que Ana, a gypsy tem mais tempo para analisar o sistema social, não precisa mais ficar desesperada buscando comida para se sustentar e agora, consegue enxergar que as conquistas pautadas pela necessidade de sobrevivência já não valem mais. Eles não são os ‘mimizeiros’ de plantão, mas aqueles que conseguem enxergar as coisas por outro parâmetro, diferente dos seus antecessores! A isso alguns chamam de processo evolutivo, pois o mundo muda e as pessoas também mudam. Vamos desconstruir esta ideia, e se eles forem especiais mesmo? já pensou? Eles enxergam a vida sob outra perspectiva, então, será que é esta ideia que afeta os antecessores? Especial? acho que todos deveriam se sentir assim pois ninguém é igual (mas no sentido positivo sem se portar como superior). Adorei o texto, não o tinha lido. Obrigada! Mas eu olho hoje este contexto sob a ideia da evolução biológica, a memória genética dos pais trouxe aos filhos mais inteligencia e capacidades que antes não tínhamos, que é olhar o mundo de outra forma.

  14. Lázara Cristina Gonçalves

    Ótimo texto!

  15. Discordo da definição de especial utilizada. Sempre me foi dito que especial é único e não melhor. Por isso todos são sim a especiais, ninguém é exatamente igual e isso é bom. Outro ponto é que o estudo realizado nos Estados Unidos não é aplicável para o mundo todo. Mas o texto é ótimo e me fez refletir muito.

  16. Rodrigo

    Já havia lido este texto anteriormente, creio que talvez em sua forma original, preciso apontar um pequeno detalhe. Após os Baby Boomer há a Geração X, após eles que vieram os Y.

  17. Mario Eugenio

    É Ariane.. Estamos tentando ajudá-los e eles ficam bravo nos… Conheço bem esse comportamento..isso porque só estamos debatendo.. Imagine se eu desse uma ordem para eles serem menos arrogantes, questionadores, sem quererem ouvir pelo menos!
    Esse rapaz que sugeriu o suicídio coletivo da geração y, é prova do imediatismo de raciocínio dessa geração! Tipo chuta o balde pra qq assunto! Mas eu tb tenho filhos dessa geraçao e sei como são… Eles não sabem levar úma dura e olhar pro chão! Vamos em frente..

  18. Oliveira Glau

    Olha eu sempre corri/corro atrás das minhas coisas de forma competitiva, o que vejo hoje em dia é que por essa geração nossa ser muito carente ficam querendo tudo na boca, aliás reclamam por que a geração anterior não foi cautelosa ao cria-los sob os valores de vida mostrando decisões e atitudes que focam um caráter capacitado para o mercado a fora. Mas o que eles tem para fazer é descobrir algo de novo, que seja fora desse escopo que a “mídia cospe” e claro que motive eles a fazer algo de forma simples e duradoura, quanto a parte da geração anterior Mario na boa só vc é que enfrenta b.o ? Tá de sacanagem cara? Tá achando que tudo realmente está mais fácil? Se o Steve Jobs olhasse para vc iria rir e cuspir na sua cara, Olha bem o que a Apple faz com os produtos dela….Olha o Facebook cagando nas pessoas…..Olha os vídeos de funk disparados no youtube, vc acha que todo mundo está de acordo com essa porcaria? Me respeite, e pare de querer comparar pessoas nas quais hoje trabalham e investe como vc fez anos atrás na sua carreira, acredito que meu problema maior foi ter nascido em um país de merda como esse.

    Agora não é por que o país é um lixo que eu vou desmerecer o povo, eu simplesmente não aceito essas leis de merda, por isso tô atrás da minha rota de fuga para esse inferno!

    E se você fosse esperto teria saído….

  19. Brendon

    Esse texto é incrível. Muito bem escrito e montado, de fácil entendimento e com uma mensagem clara. Sou da geração Y aka GYPSY, porém a situação financeira dos meus pais não fora lá tão próspera. Somos ensinados diariamente a ser uma maquina, é um sistema complexo a civilização, mas o texto tem uma conclusão com uma solução bem plausível. To em extase com esse texto. Muito obrigado!

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