Diários da Pós-Graduação: Larissa Catalá

Trazemos hoje na série “Diários da Pós-Graduação” a mestranda em demografia Larissa Catalá. Acompanhe a seguir:

Embora a estatística seja uma ciência com a qual se possa avaliar uma infinidade de fenômenos, sempre me interessaram mais aqueles relacionados às pessoas. Esse interesse me levou a participar como bolsista do projeto “Vulnerabilidade sociodemográfica e famílias nas metrópoles paulistas” no NEPO/UNICAMP em 2006 enquanto eu cursava Estatística no IMECC/UNICAMP.

Após a conclusão do bacharelado, me mudei para São Paulo, onde trabalhei no IBOPE por quase três anos e iniciei meu contato com pesquisas amostrais de mídia, mercado e opinião pública. Nesse momento, senti que precisava complementar minha formação e, então, resolvi cursar a especialização “Pesquisa de Mercado em Comunicações” na ECA/USP.

Em 2012 ingressei no IBGE do Rio de Janeiro por meio de um concurso temporário como Supervisora de Pesquisa em Estatística, no Centro de Entrevistas Telefônicas Assistidas por Computador (CETAC), onde tive contato com a coleta de pesquisas cadastrais, econômicas e sociais.

Em 2014 tive a oportunidade de integrar o quadro efetivo do IBGE, por meio do concurso público de 2013, como Tecnologista em Informações Geográficas e Estatísticas e segui trabalhando no mesmo setor, mas atuando junto à coordenação do CETAC, onde desenvolvo atividades de planejamento da coleta, de estruturação dos treinamentos, de produção de relatórios internos e de definição do plano de trabalho dos entrevistadores e supervisores.

Passado o estágio probatório, decidi prestar o processo seletivo do Mestrado em Demografia da Unicamp, pois considerava fundamental para minha formação e atuação no IBGE ter uma capacitação que me auxiliasse a compreender melhor a complexa realidade brasileira, e que também me auxiliasse no planejamento de futuras pesquisas na instituição.

Assim, ingressei no mestrado no início de 2018, usufruindo do afastamento remunerado para pós-graduação do IBGE, e, após cumprir os créditos das disciplinas obrigatórias e eletivas, venho trabalhando na minha dissertação, cujo objetivo é refletir sobre o papel da condição de propriedade do terreno no conceito de aglomerado subnormal do IBGE -, conceito amplamente utilizado como proxy das áreas urbanas mais vulneráveis. Para isso, utilizarei informações do Censo Demográfico 2010 das principais Regiões Metropolitanas do país, ao nível de setor censitário, para avaliar a relação entre a legalidade das áreas urbanas e a precariedade socioeconômica e de infraestrutura dessas áreas.

Com esse projeto pretendo contribuir para o debate sobre o papel do IBGE, tanto enquanto órgão oficial de estatística responsável por retratar a realidade brasileira, quanto por sua responsabilidade na promoção do exercício da cidadania.

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