Arquivo da categoria: Crescimento populacional

Seminário “Proyecciones de hogares:  desafíos conceptuales y metodológicas para las poblaciones de América Latina”


Unicamp, 27 y 28 de julio de 2017

Centro de Estudios de Población “Elza Berquó” (Nepo)
Departamento de Demografía (Instituto de Filosofía y Ciencias Humanas – IFCH)
Universidad de Campinas (Unicamp)
Campinas – Sao Paulo / Brasil

Envío de resúmenes (hasta 1000 palabras): 07 de Junio de 2017

El objetivo del seminario es reunir estudiosos sobre proyecciones poblacionales interesados en el estudio del número, tamaño y composición de las familias y hogares en América Latina. La propuesta es discutir las aplicaciones no contexto latinoamericano, abordar las cuestiones conceptuales y metodológicas de las interconexiones de los componentes demográficos y los cambios en la estructura y composición de las familias y hogares. La proyecciones de hogares requieren profundo conocimiento de las tendencias pasadas y recientes, para la construcción de escenarios futuros de la mortalidad, fecundidad, migración y nupcialidad, así como el acceso a métodos que abarcan la complejidad de las relaciones entre las dimensiones demográficas y sociales involucrados. Por estas razones, se amplían la relevancia de un seminario con foco en las especificidades de los países de América Latina.

Familia y hogar son unidades fundamentales del análisis demográfico, por ser el contexto en que se toman las decisiones y los recursos son compartidos, con un impacto directo en la reproducción social y de la población. Además de las dinámicas de población, se agrega a la importancia del número y de la composición de los hogares como unidad de análisis a los estudios sobre sostenibilidad socio ambiental, el consumo, la configuración y la gestión urbana, la seguridad alimentaria, entre otros. La vivienda, la alimentación y el acceso a los servicios públicos, y mercado en general, son gestionados, en gran medida, internamente a las familias y hogares. En paralelo, el análisis de la composición de hogares, tales como el número y las relaciones entre sus miembros, es esencial para el estudio de situaciones del cuidado de personas potencialmente dependientes, como los más ancianos e los muy jóvenes.

Dirigido a: Profesores, investigadores y estudiantes de diferentes áreas del conocimiento, especialmente Demografía, Ciencias Sociales, Economía y Estadística, gerentes y profesionales involucrados en la generación y gestión de bases de datos demográficos.

Composición de organización:
Tirza Aidar (Departamento de Demografía – Instituto de Filosofía y Ciencias Humanas – IFCH)
Joice Melo Vieira (Coordinación de Programas Demografía IFCH)
Gustavo Brusse (estudiante de doctorado en Demografía)

Apoyo
Programa de Postgrado en Demografía (IFCH / Unicamp)
Proyecto Observatorio de la Migración (NEPO, con el apoyo de la FAPESP)
Las proyecciones demográficas y redes de datos Producción – Prodatos (ALAP)

INFORMACION

Núcleo de Estudos de População “Elza Berquó” – Nepo
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

E-mail: householdproj_seminar@nepo.unicamp.br 

55 19 3521 5891 

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Homens jovens – e irritados – deixam o mundo mais instável

Por Guilherme Dearo

Segundo estudos, desequilíbrios demográficos entre homens e mulheres servem de combustível para conflitos e revoluções

São Paulo – De acordo com um recente estudo do Bank of America/Merrill Lynch, 2015 será um ano de revoluções nos países emergentes.
Mais: um boom de homens jovens nesses países colocará ainda mais combustível nos conflitos.

Para Ajay Kapur, Ritesh Samadhiya e Umesha de Silva, há uma relação direta entre essa população e o início de grandes protestos, revoluções e guerras.

Como o cálculo foi feito

Os autores do estudo compararam problemas recentes com conflitos passados, como a guerra civil portuguesa da Idade Média (1384), a Revolução Inglesa (1642-1651), a conquista espanhola na América Latina, a Revolução Francesa de 1789 e o surgimento do nazismo na Alemanha dos anos 1920.

Depois, repararam que, nos mercados emergentes com instabilidades, há um grande número de homens entre 15 e 29 anos e um forte desequilíbrio entre o número total de homens e o de mulheres.

A explicação: quando não há empregos suficientes para tantos homens jovens, surgem desequilíbrios econômicos e, logo, brechas para turbulências e insatisfações.

Se, especialmente, esses jovens não forem casados e tiverem filhos, as chances de se dedicarem a crimes e violência também aumenta.

Há estudos sociológicos que demonstram que homens jovens sem emprego ou papel na sociedade, que são de classe baixa e não vislumbram chances de formar família, são muito mais propensos a desenvolver comportamentos violentos.

Para os autores dos estudos, quanto mais houver jovens homens irritados que estão dispostos a lutar por oportunidades de trabalho e mulheres para casar, pior a situação dos mercados daquele país tende a ser.

A resposta dos governos diante dessas instabilidades tende a ser mais autoritarismo – o que ajuda a inflar os ânimos e incentivar mais protestos e violência.

China e Índia

O desequilíbrio demográfico é gritante na China e na Índia, os dois países mais populosos do mundo.

A cultura de se preferir filhos homens a mulheres criou uma grande brecha ao longo das décadas. Na China, há 10 milhões mais jovens homens que jovens mulheres. Esse número chegará a 20 milhões em 2015.

Já na Índia, o abismo é de 17 milhões de jovens. O governo relaciona esse problema aos casos desenfreados de estupros.

Em 2020, as estimativas são que, na China, essa diferença seja de 30 milhões. Na Índia, 28 milhões. Paquistão e Taiwan também deverão enfrentar problemas semelhantes.

Para as pesquisadoras Valeria Hudson e Andrea Den Boer, que escreveram o estudo “The Security Implications of Asia’s Surplus Male Population”, essa diferença populacional é um grande motivo de preocupação para o governo chinês e indiano. Ou deveria ser.

Elas lembram que homens jovens e solteiros cometem mais crimes, estatisticamente, que homens casados.

“Abismos demográficos no sul e leste da Ásia, historicamente, ajudaram a agravar as situações de instabilidade social, violência e formação de gangues e outros grupos criminosos”, dizem as autoras.

Os dois mapas demográficos abaixo demonstram isso: quanto mais intenso o vermelho, maior é a presença dos homens jovens em relação às mulheres. Somente nas zonas azuis há mais mulheres.

United Nations Population Fund
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Mapa da Índia mostra diferença demográfica entre homens e mulheres

United Nations Population Fund

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Mapa da China mostra diferença demográfica entre homens e mulheres

Fonte original: http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/homens-jovens-e-irritados-deixam-o-mundo-mais-instavel

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Migração, fecundidade e o decrescimento da população de Portugal

Migração, fecundidade e o decrescimento da população de Portugal

[EcoDebate] As taxas de fecundidade das mulheres portuguesas já estavam abaixo do nível de reposição desde o início dos anos de 1980. Porém, as projeções indicavam que a população de Portugal ainda cresceria (devido à inércia demográfica) durante mais alguns anos em função dos saldos migratórios positivos. Esperava-se, também, uma certa recuperação das taxas de fecundidade.

Todavia, a crise econômica que começou em 2008 e ainda não deu sinal de superação acelerou o processo de declínio populacional. O crescimento vegetativo (mortalidade menos natalidade) já tinha sinal negativo desde 2008. Mas o saldo migratório era positivo, dando reforço à tese da migração de reposição, ou seja, quando há decrescimento do saldo demográfico natural espera-se que a migração mantenha a população estável ou com pequeno crescimento.

Mas os últimos dados demográficos de Portugal estão mostrando que tanto o saldo vegetativo quanto o saldo migratório foram negativos em 2010 e 2011. Reportagem de Patricia Mello da Folha, de 11 de agosto de 2013, mostra que Portugal pode perder 1 milhão de habitantes (10% da população) em 10 a 20 anos. Cerca de 100 mil portugueses emigram por ano desde 2010, o número de óbitos está 6 mil acima do número de nascimentos e a taxa de fecundidade está em 1,3 filho por mulher. Sem perspectiva econômica, dificilmente a situação demográfica vai melhorar, sendo que a crise demográfica agrava a crise econômica. Portugal está em um “ciclo vicioso” e em uma espiral de decrescimento.

A teoria demográfica supõe que o nascimento de um menor número de filhos levaria a uma menor oferta de mão de obra o que diminuiria o desemprego e aumentaria os salários. O demógrafo Richard Easterlin encontrou, para os Estados Unidos da América (EUA), esta relação cíclica entre a dinâmica demográfica, as oportunidades de emprego e salários e o número de filhos (fecundidade). Segundo ele “Cortes menores tendem a ter melhores oportunidades no mercado de trabalho e com isto se casariam mais cedo e teriam mais filhos”.

De fato, nos EUA as taxas de fecundidade caíram durante a grande depressão da década de 1930, subiram depois do fim da Segunda Guerra Mundial, caíram novamente entre 1965 e 1985 e subiram novamente entre 1985 e 2007. Com a crise econômica de 2008 e 2009 a fecundidade das mulheres americanas já apresentou um ligeiro declínio sendo que a TFT estava em 1,9 filhos por mulher em 2011.

Esta tendência cíclica não foi observada em outros países. Na Europa, os países mediterrâneos, Itália, Grécia e Espanha apresentaram taxas de fecundidade em declínio desde 1950, sem grandes variações cíclicas, e que atingiram o nível mais baixo na virada do milênio. Estes três países tinham taxas de fecundidade total (TFT) entre 2,5 e 3,0 filhos por mulher em meados do século passado e chegaram a 1,2 e 1,3 filhos por mulher entre 1995 e 2005. Estas taxas super-baixas (lowest low fertility) decorrem em parte do “efeito tempo” positivo, isto é, as mulheres adiaram o nascimento do primeiro filho, jogando a TFT para baixo.

No quinquênio 2005-2010, os três países apresentaram aumento das taxas de fecundidade que subiram para algo em torno de 1,4 filho por mulher. O aumento foi pequeno, mas refletiu uma reversão na tendência de queda e apontava para uma recuperação da fecundidade rumo ao nível de reposição. Vários programas de cunho pró-natalistas foram adotados, mas depois abandonados ou deixados em segundo plano com a crise econômica.

Isto acontece porque o baixo crescimento econômico, as baixas taxas de investimento e o maior poder de barganha das parcelas idosas da população (inclusive com o envelhecimento do eleitorado) tendem a canalizar recursos para o topo da pirâmide e as jovens gerações deixariam de contar com recursos para se comportar de acordo com o Easterlin Effect. Ao invés da mobilidade das gerações, o que tem surgido é o choque de gerações, com as pessoas da base perdendo para o topo da pirâmide populacional, gerando um “efeito Easterlin” ao reverso.

Portugal também está mostrando a mesma tendência. O declínio econômico está provocando o declínio da fecundidade (que já estava baixa) e transformando a imigração em emigração. Há muitos portugueses jovens indo trabalhar na Alemanha ou migrando para o Brasil, Angola ou Moçambique (ex-colônias portuguesas).

O caso de Portugal pode ser ilustrativo para o Brasil, pois as taxas de fecundidade brasileiras estão abaixo do nível de reposição e a população deve começar a diminuir na década de 2030. O Brasil pode voltar a ser um país de imigração. Mas se houver crise econômica, em vez de atrair força de trabalho e cérebros, o país pode se tornar exportador (involuntário) de suas riquezas humanas, como acontece atualmente com Portugal.

 Referência e gráficos:

HUGH, Edward. Portugal tem “falta de Japoneses”. Lisboa. 08/05/2013

http://mais1economistadebancada.blogspot.com.br/

http://fistfulofeuros.net/afoe/the-great-portuguese-hollowing-out/

MELLO, Patrícia Campos. Portugal vive sua maior crise demográfica. Folha de São Paulo, 11/08/2013

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2013/08/1324806-portugal-vive-sua-maior-crise-demografica.shtml

José Eustáquio Diniz Alves, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em demografia e professor titular do mestrado em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE; Apresenta seus pontos de vista em caráter pessoal. E-mail: jed_alves@yahoo.com.br

EcoDebate, 13/09/2013

Fonte: http://www.ecodebate.com.br/2013/09/13/migracao-fecundidade-e-o-decrescimento-da-populacao-de-portugal-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves/

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Brasil passa dos 200 milhões de habitantes e população começa a cair em 2043

Número em 2012 era de 199 milhões, segundo dado revisado nesta quinta-feira, 29, pelo IBGE

Luciana Nunes Leal – O Estado de S. Paulo

RIO – O Brasil já tem mais de 200 milhões de habitantes, aponta estimativa do IBGE, que divulgou nesta quinta-feira, 29, a projeção da população até o ano de 2060. Segundo cálculo do IBGE, a população brasileira em 2013 é de 201.032.714 pessoas. A tendência é de crescimento cada vez menor até que a população começará a cair. Segundo estudo divulgado nesta quinta-feira, 29, a população brasileira em 2012 era de 199,242 milhões de habitantes, número acima do anunciado ano passado, de 194 milhões.

Recorde da população, segundo as projeções, será de 228,350 milhões de habitantes, em 2042 - Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE
Recorde da população, segundo as projeções, será de 228,350 milhões de habitantes, em 2042

 

Segundo o IBGE, o número de habitantes vai diminuir a partir de 2043, depois de um período de baixíssimo crescimento, e chegará a 218,173 milhões em 2060. O recorde da população, segundo as projeções, será de 228,350 milhões de habitantes, no ano de 2042.

A queda no número de brasileiros começará mais tarde e será mais lenta do que a estimativa divulgada em 2008, quando o IBGE previa redução do número de habitantes a partir de 2040. Há cinco anos, o IBGE calculou que a população atingiria 215,287 milhões em 2050, enquanto a projeção divulgada agora é de 226,347 milhões de habitantes naquele ano. Também houve mudança em relação à expectativa de vida, que aumentou mais devagar do que o previsto inicialmente. Os brasileiros estão vivendo mais, porém não tanto quando o previsto.

Ao mesmo tempo, a previsão de 2008 era de que o Brasil só bateria a marca dos 200 milhões de habitantes em 2015.

A população brasileira de 2060 voltará ao patamar de 2025, quando o País, segundo as projeções, terá 218,330 milhões de habitantes. No período de 60 anos, entre 2000 e 2060, a população crescerá 25,8%.

O cálculo revisado do número de habitantes de 2000 e de 2010 que consta da atual projeção é diferente, no entanto, dos resultados divulgados anteriormente nos Censos desses dois anos. O Censo 2010 apontou 190,755 milhões de habitantes, enquanto a projeção fala em 195,497 milhões. Segundo técnicos do IBGE, a diferença se deve ao fato de que as projeções são feitas com base em cálculos matemáticos, enquanto o resultado final do Censo reproduz a resposta dos entrevistados.

A queda da população é reflexo da diminuição da taxa de fecundidade (média de filhos por mulher), que já ficou abaixo do nível de reposição (de 2 filhos por mulher) em 2010. Segundo o estudo, a taxa de fecundidade cairá de 1,87 em 2010 para 1,50 em 2034 e ficará neste patamar até 2060.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,brasil-passa-dos-200-milhoes-de-habitantes-e-populacao-comeca-a-cair-em-2043,1069157,0.htm

Veja a publicação completa do IBGE em: http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=2455

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La brusca caída demográfica, una amenaza para Alemania

MIÉRCOLES, 5 DE JUNIO DE 2013

De aquí a 2025, Alemania habrá perdido 6 millones y medio de personas en edad de trabajar

Angela Merkel aboga por un “mercado laboral europeo con mayor movilidad”

La canciller visita un colegio alemán / Getty
La canciller visita un colegio alemán / Getty
“No, no podemos hacerlo, somos capaces, pero no podemos hacerlo de momento”. Ésta ha sido la respuesta que se ha visto obligado a dar a nuevos clientes Gerhard Wiegelmann, presidente de B&W, empresa especializada en ingeniería mecánica, médica y otras áreas exigentes en saber hacer tecnológico. A su compañía, afincada en Stuttgart, le ha pasado que no da abasto por falta de personal. Hoy, hasta una decena de ofertas de empleo esperan respuesta en la web de esta compañía. Su situación no es una excepción. En Múnich, la capital del Estado de Baviera, el caso de Carl Stahl GmbH, empresa dedicada a la producción de sistemas de elevación, también es típico. Ha pasado años con puestos de trabajo vacantes. Desde su dirección, Rupert Hetterer, ha apuntado que en el actual contexto de pleno empleo que se vive en Baviera “es muy difícil encontrar gente” para contratar.

Debido a que resulta relativamente alto el número de empresas que se encuentra con este tipo de problemas la Fundación Bertelsmann señalaba recientemente la necesidad de echar mano de la inmigración. “Alemania necesita ahora más que nunca inmigrantes preparados”, ha declarado Jörg Dräger, directivo de ese think tank y profesor en la prestigiosa Hertie School de Berlín. Esta apreciación ganó cierta oficialidad la semana pasada cuando Philipp Rösler, vicecanciller y ministro de Economía alemán, apuntó que atraer trabajadores cualificados del extranjero era “uno de los mayores desafíos” a los que se enfrenta su país.

 

 

De hecho, la Agencia Federal para el Empleo ha previsto que 6,5 millones de personas dejen de formar parte de la mano de obra en Alemania de aquí a 2025 a causa del envejecimiento de la población. En 2020, el mercado laboral alemán echará en falta hasta 2 millones de trabajadores. Según las estimaciones de Herbert Brücker, profesor en la Universidad de Bamberga y responsable en el Instituto para la Investigación en Empleo, con sede en Nuremberg, la mano de obra en Alemania se habrá reducido casi a la mitad de aquí a 2050, pasando de 45 millones de personas a sólo 27 millones.

Demografía amenazada

Desde las instancias europeas, en Bruselas, las estadísticas relativas a la población germana tampoco son halagüeñas. Así, según Eurostat, de aquí a 2060, Alemania sufrirá uno de los peores descensos demográficos. Al igual que Rumanía, su población caerá un 19%. Ese porcentaje dejaría al Estado germano con 66 millones de almas, 14 millones menos de las que alberga ahora. Peor aún para las arcas públicas es que, en ese año 2060, se prevé que sólo haya tres personas trabajando por jubilado, cuando ahora hay el doble de empleados. Por esto, “nuestra demografía juega en nuestra contra”, analiza Frank Riemensperger, director en Alemania para la consultora Accenture.

Por lejos que quede 2060, los datos de demografía y empleo tienen por qué preocupar a las autoridades germanas. En este contexto, la canciller Angela Merkel ha hecho un llamamiento para que en Europa se avance “en el desarrollo de un mercado laboral con mayor movilidad”. También ha instado en la reciente Cumbre para la Demografía a los actores políticos, empresariales y científicos de su país a “abrirse más a la inmigración”. Pero hay grupos representativos del colectivo inmigrante en Alemania que quisieran ver al Gobierno de Merkel igualmente implicado en ese sentido. La última vez que tuvieron una oportunidad para alzar la voz y expresar este sentimiento fue la sexta Cumbre para la Integración.

 

 

Esa reunión pública celebrada a finales de mayo en Berlín se presenta como una oportunidad para impulsar la integración de los inmigrantes en la sociedad alemana, aunque este año el foco estaba puesto especialmente en las cuestiones laborales. No obstante, la cumbre parece quedarse corta frente a las aspiraciones de los extranjeros. Cierto es que sirve para “poner en evidencia cosas que pasan desapercibidas” en la materia, según los términos de Merkel. Pero la cita, para Kenan Kolat, representante en Berlín de la comunidad turca, tiene más que ver con el “gusto de estar juntos y sentados” que con ser “enérgico” tomando medidas.

Al igual que a la hora de hacer frente a la crisis en Europa, para encarar los desafíos demográficos y económicos que tiene ante sí Alemania se imponen mayores resoluciones que las declaraciones optimistas realizadas en cumbres como la dedicada a la inmigración. “La prosperidad alemana depende en gran medida de cómo hará para mantenerse competitiva pese al envejecimiento de su población”, ha alertado Yves Laterme, secretario general adjunto de la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económico (OCDE), con sede en París. La inmigración es esencial para encontrar una respuesta.

Fonte: http://www.zoomnews.es/55966/actualidad/mundo/brusca-caida-demografica-amenaza-alemania

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Demography in Latin America: Autumn of the patriarchs

Traditional demographic patterns are changing astonishingly fast

ANA CAROLINA BELCHIOR’S grandmother never worked outside her home. With six children to look after, she hardly had the time. Ms Belchior’s mother was a teacher in São Paulo, like her daughter, but her life’s ambition was to have a family. She married at 22, and bore the first of her four children immediately. “I did think about starting a family when I was just 21 or 22,” says Ana Carolina, “but it was a dream, not a concrete plan…the main thing was I wanted a career.”

Now 30 and married for two years, she, like most of her friends, is still “scheduling” her first child. “My grandmother did everything for her husband…[my mother] survived and accepted many things. But it’s much easier nowadays for women of my age and educational profile [she has a master’s degree] to insist on proper behaviour from men. We don’t have to accept machismo and sexism.”

Ms Belchior’s family traces the demographic history of a continent. According to new research (see sources below) by Albert Esteve and others at the Universitat Autònoma de Barcelona, Latin America is racing down a path from early marriage and large, traditional families to late marriage and postponed child-bearing. This transition took rich countries 50 years, with changes occurring in sequence. In Latin America the changes have happened in half that time and all at once, resulting in faster, less predictable social change.

When countries start to develop, their population patterns shift in two ways. First, they move from high birth rates and early mortality to low birth rates and longer life expectancies. During this process, the population at first grows rapidly, and then more slowly. The main indicator of the slowdown is a fall in fertility. Latin America is well advanced along this first demographic shift.

Brazil’s fertility rate is now 1.8 children per woman. Chile’s is the same (see article). This is below the replacement rate of fertility (2.1, which stabilises the population in the long run). It is also lower than in the United States, where the rate is 1.9. Latin America and the Caribbean saw its fertility rate fall from almost 6.0 in 1960 to 2.2 five decades later. In the United States and Europe that fall took twice as long.

Now the continent is starting on a second shift. As families get smaller, other changes begin, including divorce, delayed marriage, cohabitation and mothers having children when they are older. In Europe and America this second set of changes got under way once the fertility decline had mostly run its course. In Latin America, in contrast, cohabitation and later births are booming while fertility rates are still falling. This is accelerating the fertility fall; it may also lock it in at a lower level.

Cohabitation has long been common in the Caribbean basin, partly because of the legacy of African slavery. Elsewhere cohabitation was rarer. In 1970 less than 10% of Brazilian and Uruguayan women aged 25 to 29 who were in a partnership said they were cohabiting. By 2010, half of late-20s Brazilian women were cohabiting, while the proportion in Uruguay was 71%. Most countries are heading for cohabitation rates of two-thirds and above—more than in Asia and much of Europe.

The change has been led by women with less education and is happening despite the spread of female literacy. In Brazil and Costa Rica, cohabitation rates are over 50% for women with only primary education but below 30% among university graduates. Cohabitation begins by establishing itself among the least-well educated, then spreads to those with more schooling: a bottom-up diffusion. In contrast, the delay in child-bearing begins with university graduates and spreads down. Between 1970 and 2000, around 30% of Brazilian women aged 25 to 29 were childless; by 2010 the proportion had risen to 40%. In Peru childlessness among women of that age group rose from 26% in 1993 to 33% in 2007.

In almost all Latin American countries, childlessness among young graduates is twice what it is among women with only secondary education, a common pattern in East Asia and Europe, too. The more education a woman has, the more likely she is to postpone having a child. But where fertility rates have fallen furthest and cohabitation has risen fastest—Brazil, Chile, Peru and Uruguay—the postponement of child-bearing is spreading to women with secondary education, as well.

Europe, North America and East Asia all experienced fertility declines before the second round of population changes (cohabitation and delayed births). This meant they reaped their so-called “demographic dividend” first (this is the economic boost that comes when the size of the labour force rises relative to the rest of the population). That helped them create richer societies with more extensive social services before the costs of ageing kicked in. Latin America is different: it is cashing in its demographic dividend now, but is still struggling to create good education systems and establish universal welfare. Trying to do everything at once is harder. Without good schools, the bulge of people entering the workforce will not have the skills they need. Without universal social insurance, countries will struggle to look after the rising number of pensioners who will start to appear in a few years’ time.

Sources

The ‘Second Demographic Transition’ features in Latin America: the 2010 Update“, Centre d’Estudis Demografics
The Latin American Cohabitation Boom“, Population and Development Review, March 2012
The Family Context of Cohabitation and Single Motherhood in Latin America“, Population and Development Review, December 2012
Disentangling how educational expansion did not increase women’s age at union formation in Latin America from 1970 to 2000“, Demographic Research, January 2013
All by Albert Esteve, Ron Lesthaeghe and co-authors: Joan García-Román, Antonio López-Guy, Luis Ángel López-Ruiz and Jeroen Spijker.

Source: http://www.economist.com/news/americas/21578710-traditional-demographic-patterns-are-changing-astonishingly-fast-autumn-patriarchs?frsc=dg%7Ca

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Filhos? não, obrigada

Publicado na Revista Veja – seção Comportamento, página 114-122, no dia 26 de maio de 2013

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