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Dica de filme: “Quanto tempo o tempo tem?”

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Documentário nacional, dirigido por Adriana Dutra e Walter Carvalho (2016), trata da história de nossa percepção acerca do transcorrer do tempo.
Mas, por que esta postagem no blog de estudantes de Demografia?
O roteiro abrange questões como as mudanças nas fases da vida, o aumento da expectativa de vida, a revisão das idades esperadas para se dedicar aos estudos, ao trabalho e à aposentadoria. Um debate sobre o tempo cronológico, biológico e social: e o que podemos esperar dessas transformações em nossas vidas.

Trailer no Youtube.

Para quem tiver acesso, o filme completo está disponível no Netflix.

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Dica de Filme: Envelhescência (2015)

Dirigido por Gabriel Martinez e com argumento de Ruggero Fiandanese, o longa metragem Envelhescência relata a história de seis pessoas que vivem a vida de maneira plena e nos mostram, através de suas próprias experiências, que os costumes e a rotina após os 60 anos podem ser repletos de atividades e bom humor. Intercalado com comentários de especialistas (Alexandre Kalache, Mirian Goldenberg e Mário Sergio Cortella) o filme sugere uma nova perspectiva sobre o significado do envelhecimento em nossas vidas.

Fonte: http://www.envelhescencia.com.br/

Sessões: Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo/SP, de 17 a 22/06, às 19h.

Mais informações no site: http://culturabancodobrasil.com.br/portal/envelhescencia/

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O PESO DA MORTE, por Flávia Longo e Igor Johansen

O fato de um ser humano viver em média 70 anos é uma conquista recente na História. Esta é uma média global, sendo que ainda existem grandes diferenciais entres os países no mundo. Em 2012, um menino nascido no Japão tinha como expectativa de vida média 80 anos e uma menina, 87 anos. Por outro lado, em países da África subsaariana, uma criança nascida naquele mesmo ano, independentemente do sexo, teria como esperança de vida em média não mais que 55 anos (OMS, 2014 – WHO em inglês). No Brasil, a expectativa de vida ao nascer em 2012 era de 74,6 anos. Para os meninos, 71 anos; para as meninas, 78,3 anos (IBGE, 2013).

Após a II Guerra Mundial (1939-1945), houve significativas melhoras na atenção à saúde: ampliação da cobertura de vacinação, campanhas de aleitamento materno e nutrição infantil, melhoria das condições sanitárias e, principalmente, avanços no campo da Medicina.

Todavia, ao mesmo tempo em que se avançou fortemente no controle das doenças infecciosas e parasitárias, passou-se a observar o crescimento das doenças cardiovasculares e de neoplasias, em um processo conhecido como Transição Epidemiológica. Nesse contexto, expandiram-se em importância as chamadas “doenças modernas”, condizentes com o novo estilo de vida dos países ocidentais no pós-guerra, trazendo para a rotina da população hábitos como o tabagismo, falta de atividade física, sobrepeso e dietas inadequadas. Como consequências tem-se, por exemplo, o aumento da prevalência de diabetes e hipertensão, que passam também a ser observados com cada vez maior frequência em crianças.

O estudo de Olshansky et. al (2005) aponta que é provável que as atuais gerações de crianças sejam as primeiras a ter uma expectativa de vida menor que a de seus pais. Isso ocorre devido às condições de saúde a que estão expostas, principalmente o aumento do sedentarismo e a alimentação inadequada.

Para prevenir a obesidade infantil é importante adotar medidas apropriadas como atenção sobre a dieta na infância desde o nascimento, além de se investir mais em programas de educação passíveis de serem aplicados no nível primário de saúde e nas escolas. Um estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF, 2009) aponta que ações exercidas durante a primeira infância (primeiros sete anos) impactam todo o ciclo de vida de uma pessoa.

Para saber mais sobre esse assunto, sugerimos que vejam o documentário brasileiro “Muito Além do Peso” (2012). A problemática desenvolvida no filme nos valeu a reflexão enquanto estudantes de Demografia, especialmente sobre o impacto dos hábitos alimentares sobre a dinâmica populacional, tanto no que diz respeito à morbidade (com o aumento de doenças como diabetes e hipertensão), quanto à mortalidade, ao passo que essas doenças podem culminar na ocorrência de mortes precoces.

 

Flávia Longo é mestranda no Programa de Pós-graduação em Demografia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Contato: longo.fla@gmail.com

Igor Johansen é doutorando no Programa de Pós-graduação em Demografia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Contato: igor@nepo.unicamp.br

 

Ficha técnica

Lançamento 16 de novembro de 2012 (1h24min)
Dirigido por Estela Renner
Gênero Documentário
Nacionalidade Brasil

 

Assista ao documentário completo aqui:

 

Referências

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE), 2013. Comunicação Social, 02 de dezembro de 2013. Disponível em: http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=2528

OLSHANSKY, S. J. et al. A potential decline in life expectancy in the United States in the 21st century. New England Journal of Medicine, v. 352, n. 11, p. 1138-1145, 2005.

UNITED NATIONS CHILDREN’S FUND (UNICEF). Situação mundial da infância – Celebrando 20 anos da Convenção sobre os Direitos das Crianças. New York, 2009. Disponível em: http://www.unicef.org/brazil/pt/sowc_20anosCDC.pdf

WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO), 2014. World Health Statistics 2014 (Full Report). Disponível em: http://www.who.int/gho/publications/world_health_statistics/2014/en/

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Dica de filme: XXY (2008)

XXY_2Sinopse e detalhes

Alex (Inés Efron) nasceu com ambas as características sexuais. Tentando fugir dos médicos que desejam corrigir a ambiguidade genital da criança, seus pais a levam para um vilarejo no Uruguai. Eles estão convencidos de que uma cirurgia deste tipo seria uma violência ao corpo de Alex e, com isso, vivem isolados numa casa nas dunas. Até que, um dia, a família recebe a visita de um casal de amigos, que leva consigo o filho adolescente. É quando Alex, que está com 15 anos, e o jovem, de 16, sentem-se atraídos um pelo outro.

Trailer em espanhol:

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Dica de Filme: Demographic Winter (2008)

Para suscitar o debate!

Demographic_winter

Tailer:

 

Filme completo:

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Dica de Filme: Flores Raras (2013)

A história dramática da arquiteta carioca Lota de Macedo Soares (Glória Pires), uma das responsáveis pela construção do Aterro do Flamengo, e da poetisa americana Elizabeth Bishop (Miranda Otto), vencedora do prêmio Pulitzer em 1956, que viveram um romance no Rio de Janeiro, entre 1951 e 1965.

Direção: Bruno Barreto
Roteiro: Carolina Kotscho, Matthew Chapman
Elenco: Glória PiresLola KirkeMarcelo AiroldiMarcio EhrlichMiranda OttoSophia PavonettiTracy MiddendorfTreat Williams
Produção: Lucy Barreto, Paula Barreto
Fotografia: Mauro Pinheiro
Trilha Sonora: Marcelo Zarvos

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Dica de Filme: O Renascimento do Parto (2013)

O filme “O Renascimento do Parto” retrata a grave realidade obstétrica mundial e sobretudo brasileira, que se caracteriza por um número alarmante de cesarianas ou de partos com intervenções traumáticas e desnecessárias, em contraponto com o que é sabido e recomendado hoje pela ciência. Tal situação apresenta sérias conseqüências perinatais, psicológicas, sociais, antropológicas e financeiras. Através dos relatos de alguns dos maiores especialistas na área e das mais recentes descobertas científicas, questiona-se o modelo obstétrico atual, promove-se uma reflexão acerca do novo paradigma do século XXI e sobre o futuro de uma civilização nascida sem os chamados “hormônios do amor”, liberados apenas em condições específicas de trabalho de parto.

Com a participação especial do cientista francês Michel Odent, da antropóloga norte-americana Robbie Davis-Floyd, da parteira mexicana Naoli Vinaver, do ator e diretor de cinema Márcio Garcia e sua esposa, a nutricionista Andréa Santa Rosa. O filme também conta com a participação de muitas mães e diversos especialistas brasileiros, como Ana Cristina Duarte, Melânia Amorim, Ricardo Jones, Heloísa Lessa, Ricardo Chaves, Fernanda Macêdo, Daphne Rattner, Laura Uplinger, Esther Vilela, entre outros.

Documentário – Classificação: 10 anos – O Renascimento do Parto, Brasil, 2013 – 90 minutos

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