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Fluxos migratórios e a desigualdade persistente no Brasil

O artigo “Fluxos migratórios e a desigualdade persistente no Brasil”, cuja autoria é de José Marcos Pinto da Cunha (Professor Doutor do Programa de Pós-graduação em Demografia da Unicamp) integrou o encarte especial no Le Monde Diplomatique Brasil, edição de janeiro de 2017.
O encarte foi realizado pela Oxfam Brasil junto ao Le Monde Diplomatique Brasil em parceria com o Centro de Estudos da Metrópole (CEM).

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Fluxos migratórios e a desigualdade persistente no Brasil

POR JOSÉ MARCOS PINTO DA CUNHA*

Em se tratando da migração interna, em especial aquela de longa distância, mais que as desigualdades sociais, seriam as desigualdades regionais as que historicamente poderiam ser consideradas os principais motores dos deslocamentos dos brasileiros pelo território nacional.

Pode-se dizer que uma das principais expressões da mobilidade interna no país foi a migração rural-urbana ligada a dois processos. O primeiro deles, de caráter “centrípeto”, relacionado basicamente aos movimentos migratórios motivados pela intensa industrialização e urbanização observadas no Sudeste do país. O segundo, de caráter “centrífugo”, movimentou grandes levas de população do Sul e do Nordeste do país rumo às novas fronteiras agrícolas no Norte e Centro-Oeste, servindo de “válvula de escape” para aquelas áreas que sofriam os impactos da estagnação econômica ou da modernização agrícola e da concentração de terra.

As informações que constam do Gráfico 1 mostram que, embora o volume da migração interna de caráter interestadual tenha sofrido importante incremento (de 6,9 milhões na década de 1960 para 11,4 milhões de pessoas nos anos 2000), é notório o fato de que a intensidade do fenômeno sofreu forte redução ao longo do período.

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Marcadamente nos anos 1990, confirma-se uma tendência que já vinha se configurando nos anos 1980, que denotava mudanças significativas nos processos migratórios internos, com redução das perdas populacionais de áreas tradicionalmente expulsoras, como Minas Gerais, Paraná e estados do Nordeste. Esse processo é associado à tendência de desconcentração econômica, particularmente da indústria, e ao crescimento e expansão territorial do agronegócio e da agricultura irrigada. Da mesma forma, o aparecimento das “ilhas de prosperidade” (Pacheco, 1998)1 , a progressiva recuperação do salário mínimo e mesmo a ampliação das políticas de transferência de renda especialmente para as áreas mais pobres (Cunha, 2006)2 estavam presentes no debate sobre os condicionantes da migração regional e intrarregional da década de 1990.

Ainda no período 1990/2000, influenciado pela crise econômica, percebe-se simultaneamente visível redução da capacidade de atração e retenção da migração interna nas maiores regiões metropolitanas do Brasil, sobretudo em São Paulo e Rio de Janeiro. Em um país cada vez mais urbanizado, assistia-se nesse período à intensificação de um fenômeno: a migração de retorno. No entanto, o gráfico apresentado mostra que, mesmo tendo se intensificado a partir dos anos 1980, esse fenômeno já estava presente no processo migratório há mais tempo, sugerindo que já no passado mais distante existia tendência de volta para as áreas de origem, em especial no caso dos nordestinos.

Paralelamente a esse processo, registrava-se um progressivo “fechamento” das fronteiras agrícolas que, pelo menos até os anos 1970, tiveram impacto decisivo na ocupação territorial e mobilidade da população. Se as chamadas “fronteiras minerais”, especialmente no Pará, propiciadas tanto pelo garimpo (este mais efêmero) quanto pela exploração de outros minérios, ainda davam algum fôlego a essa forma de indução da ocupação territorial até os anos 1990, essa força deixou de ser a mesma.

Chega-se ao século XXI com um quadro econômico, social e demográfico bem distinto daquele do século anterior, com a migração interestadual ganhando novas feições e até menor relevância no processo de redistribuição espacial da população. Nesse sentido, esse fenômeno, no passado protagonista, passa a compartilhar com outras formas de movimentos espaciais (em escalas geográficas menores) a influência sobre o processo de redistribuição espacial da população brasileira.

Grosso modo, pode-se dizer que, no processo migratório nacional dos últimos cinquenta anos, houve importantes rupturas e algumas continuidades. Contudo, tudo isso deve ser considerado à luz de um contexto no qual a migração interestadual perde volume e principalmente intensidade. O fechamento progressivo das fronteiras, a desconcentração das atividades econômicas, o desempenho da economia, a redução do crescimento demográfico, sobretudo de áreas tradicionais de evasão demográfica, o enorme esvaziamento rural com a respectiva urbanização, enfim, as grandes transformações pelas quais passou o Brasil em especial depois dos anos 1980 claramente mudaram o “rosto” da migração no país.

O que nos parece mais evidente é que o quadro que emerge da análise de cinco censos demográficos, de 1970 a 2010, remete a uma reflexão propiciada pela leitura de Morte e vida severina, de João Cabral de Melo Neto, cujo contexto e situação de vida narrados parecem persistir até hoje e, de forma muito eloquente, são lamentados pelo jornalista Clóvis Rossi na apresentação da reedição desse belo livro.3 De fato, não obstante as mudanças no processo migratório nacional, nossa conclusão é que ao menos uma característica parece persistir: a situação do Nordeste como área de evasão demográfica. Em pleno século XXI, notícias sobre o que teria sido a pior seca da história da região mostram que, como afirmava Clóvis Rossi, estamos longe de modificar essa situação. De qualquer maneira, a migração interna no Brasil já tem outra “cara”, que precisa ser mais bem conhecida e explicada.

*JOSÉ MARCOS PINTO DA CUNHA É DEMÓGRAFO, DOUTOR EM CIÊNCIAS SOCIAIS, PROFESSOR TITULAR DO INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS E MEMBRO DO NÚCLEO DE ESTUDOS DE POPULAÇÃO (AMBOS DA UNICAMP), E PESQUISADOR DO CENTRO DE ESTUDOS DA METRÓPOLE.

1 PACHECO, C. A. Fragmentação da nação. Campinas: Instituto de Economia/ Unicamp, 1998

2 CUNHA, J.M.P. A migração no Brasil no começo do século 21: continuidades e novidades trazidas pela PNAD 2004. Parcerias Estratégicas, n. 22, p. 381-439, junho 2006.

3 Coleção Folha Grandes Escritores Brasileiros, v.2, 2008.

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Equidade de gênero no Brasil: uma revolução inacabada?

O artigo “Equidade de gênero no Brasil: uma revolução inacabada?”, elaborado por Maria Coleta Oliveira, Joice Melo Vieira e Glaucia Marcondes integrou o encarte especial no Le Monde Diplomatique Brasil, edição de abril de 2016.
O encarte foi realizado pela Oxfam Brasil junto com o Le Monde Diplomatique Brasil em parceria com o Centro de Estudos da Metrópole (CEM) e remete a pesquisas sobre Trajetórias das Desigualdades no Brasil nos últimos 50 anos.

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Equidade de gênero no Brasil: uma revolução inacabada?

POR MARIA COLETA OLIVEIRA, JOICE MELO VIEIRA E GLAUCIA MARCONDES*

Ao longo do século XX, as mulheres brasileiras acumularam importantes conquistas na vida pública e privada: conquistaram o direito ao voto; deixaram de depender da autorização do pai ou do marido para trabalhar; ocuparam espaço nas instituições de ensino em todos os níveis; enfrentaram os preconceitos e as dificuldades decorrentes de um casamento desfeito; contraceptivos eficazes ampliaram suas possibilidades de decidir quando e quantos filhos ter. Se o protagonismo das mulheres é visivelmente crescente, as responsabilidades que recaem sobre elas igualmente se multiplicam.

No âmbito privado, a maioria absoluta da população brasileira já não vive em domicílios com famílias formadas por casal com filhos. Dados censitários revelam que, em 1970, cerca de 67% da população vivia nesse tipo de arranjo domiciliar, caindo para 48,3% em 2010. Os arranjos monoparentais, em grande medida originados de rupturas conjugais e encabeçados por mulheres, aumentaram sua
presença. O último Censo revelou que mais de um terço dos domicílios tinha mulheres como responsáveis, com ou sem cônjuge, com ou sem filhos. O crescimento da expectativa de vida, o aumento das separações conjugais e a ampliação dos planos femininos para além do casamento e da maternidade ajudam a explicar essa nova realidade.

Nova realidade que não diz respeito apenas à forma, mas também à dinâmica interna das famílias. O ideal do pai-provedor/mãe-dona de casa é superado especialmente em razão de um estilo de vida fundado no consumo que, para ser atingido, depende cada vez mais dos rendimentos de ao menos dois adultos. O modelo familiar de dupla renda se dissemina com crescente reconhecimento da importância das mulheres como provedoras. No início dos anos 2000, apenas 4,6% dos domicílios compostos por casal com filhos tinham mulheres como provedoras principais. Em 2012, eram 19,4%. Dois fatores combinados contribuem para esse fenômeno: a maior escolarização feminina e a ampliação da inserção das mulheres no mercado de trabalho.
A universalização do ensino fundamental ampliou o acesso à educação. No entanto, nos níveis médio e superior a balança pende em favor das mulheres. Não só as matrículas femininas predominam, como também elas são maioria dos egressos. Já em 2008 as mulheres representavam mais da metade dos estudantes universitários (55%). Nesse mesmo ano, 60% dos concluintes eram do sexo feminino. Em certa medida, esse diferencial ainda se deve à acentuada evasão escolar entre homens adolescentes e jovens. A inserção no mercado de trabalho e a geração de renda, em detrimento da educação formal, seguem como os pilares indissociáveis das expectativas sociais em torno do processo de “fazer-se homem”. Entretanto, acumulam-se evidências que apontam ser o ingresso precoce na vida laboral, sem o investimento na formação escolar, o responsável por uma trajetória mais instável e com menores salários.

A despeito dos significativos ganhos educacionais femininos, a desigualdade de gênero é ainda marcante quando cotejados os níveis salariais e de ocupação segundo a escolaridade. Em parte, a explicação reside no fato de as mulheres estarem relativamente concentradas em áreas do conhecimento e ramos de atividade pouco valorizados. Constituem ampla maioria nas áreas das humanidades e minoria nas exatas e engenharias.

Essa especialização por sexo reflete-se na estrutura do mercado de trabalho. É visível a concentração feminina em atividades econômicas associadas ao universo da reprodução social – educação, saúde e serviços – mais do que à criação e inovação tecnológicas, atividades mais bem remuneradas. Dois possíveis caminhos têm sido apontados para diminuir as discrepâncias ocupacionais e salariais entre os sexos: um sugere maiores incentivos à inserção de mulheres em carreiras hoje predominantemente masculinas; outro propõe a adoção de políticas de valorização salarial das áreas de atuação tipicamente femininas. Embora não mutuamente excludentes, as políticas de promoção da igualdade de gênero tendem a privilegiar o primeiro, que, como efeito perverso, pode acentuar desafios futuros relativos ao provimento de cuidados para uma população que envelhece e tenderá a requerer profissionais exatamente em áreas de pouco reconhecimento e valorização no mercado.

Os indicadores sobre participação feminina no mercado de trabalho são bem ilustrativos. Entre os trabalhadores de 10 anos e mais de idade, as mulheres representam aproximadamente 44% do total da força de trabalho. Em 2012, segundo dados da Pnad, as mulheres com diploma universitário apresentavam taxa de atividade de 80%, enquanto a população feminina total atingia apenas de 50,1%. Am
bas estão bem abaixo das taxas masculinas, que no mesmo ano eram de 89% e 72,6%, respectivamente. A baixa taxa de atividade das mulheres se explica pelo fato de o mercado de trabalho – público ou privado – ser pouco sensível às especificidades do curso de vida feminino. Nas carreiras femininas, muitas vezes a ascensão profissional não é linear. Mesmo que a realidade seja mais diversa, a dinâmica do mercado se mantém avessa às demandas da maternidade, persistindo na ideia do homem provedor. Em consequência, ainda nos tempos atuais, a mulher que se torna mãe pode levar mais tempo para percorrer o mesmo trajeto profissional de um homem.

A articulação entre trabalho e família constitui hoje o grande desafio social. Enquanto a jornada de trabalho feminino tem se aproximado gradualmente da masculina ao longo da última década, essa tendência não se observa em relação ao tempo dispendido com tarefas domésticas. As tensões e contradições da articulação de responsabilidades familiares e laborais femininas têm a ver, como dito anteriormente, com o modo como o mundo do trabalho se organiza, tratando esse desafio como um problema exclusivamente feminino. Pois a César o que é de César… Nesse sentido, políticas que visam à extensão da licença-paternidade são apenas o começo de uma tímida equiparação de direitos e responsabilidades.

Certamente, operou-se uma revolução de costumes sem precedentes no último século, estando hoje as mulheres, de fato, em outro patamar em matéria de educação e trabalho. No entanto, essa revolução permanecerá inacabada enquanto não invadir a intimidade das casas, tornando mais equitativa a divisão de tarefas domésticas e de cuidados entre homens e mulheres. Políticas públicas e corporativas “amigáveis às famílias” – iniciativas que contemplam desde jornadas flexíveis de trabalho a creches, passando pela tolerância de faltas justificadas pela necessidade de acompanhar os filhos em situações de enfermidade ou vida escolar – são apontadas como um novo ideal a ser perseguido. Mas nada disso terá verdadeiramente eficácia enquanto não houver uma profunda mudança cultural de gênero, na qual homens e mulheres se sintam igualmente responsáveis pelo bem-estar familiar, em especial dos filhos.

*MARIA COLETA OLIVEIRA É PROFESSORA DO DEPARTAMENTO DE DEMOGRAFIA DA UNICAMP E PESQUISADORA DO NÚCLEO DE ESTUDOS DE POPULAÇÃO; JOICE MELO VIEIRA É PROFESSORA DO DEPARTAMENTO DE DEMOGRAFIA DA UNICAMP E PESQUISADORA DO NÚCLEO DE ESTUDOS DE POPULAÇÃO; E GLAUCIA MARCONDES É DOUTORA EM DEMOGRAFIA PELA UNICAMP E PESQUISADORA DO NÚCLEO DE ESTUDOS DE POPULAÇÃO.

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Quer ver o encarte completo, com todos os textos especiais para o Le Monde? Acesse-o AQUI.

Esses textos foram elaborados por autores que participaram de uma publicação do Centro de Estudos da Metrópole, intitulada Trajetórias das desigualdades, como Brasil Mudou nos últimos 50 anos, organizado por Marta Arretche. Para mais informações, clique AQUI.

 

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Revista Mediações: Dossiê Análise Quantitativa e Indicadores sociais

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Sumário

Apresentação

PDF

 

9-10

Dossiê

As Ciências Sociais na Era do Zettabyte

PDF

Ronaldo Baltar, Cláudia Siqueira Baltar

11-19

 

Manifesto da Ciência Social Computacional

PDF

Rosaria Conte

20-54

 

Métodos Quantitativos e Pesquisa em Ciências Sociais: Lógica e Utilidade do Uso da Quantificação nas Explicações dos Fenômenos Sociais

PDF

Marília Patta Ramos

55-65

 

Acesso a Bases de Microdados: Aplicações e Impactos nas Pesquisas em Ciências Sociais

PDF

Susana da Cruz Martins, Rosário Mauritti, António Firmino da Costa

66-82

 

Indicadores de Desigualdade de Gênero no Brasil

PDF

José Eustáquio Diniz Alves, Suzana Marta Cavenaghi

83-105

 

Análise Quantitativa de Fontes Paroquiais e Indicadores Sociais Através de Dados Coletados Para Sociedades de Antigo Regime

PDF

Ana Silvia Volpi Scott, Dario Scott

106-124

 

Serviços Públicos e Mitigação da Pobreza Rural no Brasil

PDF

José Roberto Vicente

125-140

 

Public Services and Rural Poverty Mitigation in Brazil

PDF IN ENGLISH

José Roberto Vicente

125-140

 

Vitimização e Sentimento de Insegurança no Brasil em 2010: Teoria, Análise e Contexto

PDF

Doriam Borges

141-163

 

A Heterogeneidade da Vulnerabilidade Social das Juventudes: Uma Perspectiva Empírica Através do Método Grade Of Membership

PDF

Julimar Santos Pinto, André Junqueira Caetano

164-182

 

Redes (Des)Conexas de Intervenção Local na Violência infanto-Juvenil

PDF

João Sebastião

183-205

 

Fontes Documentais Para o Estudo da População e da Família Escrava: Franca-SP, Século XIX

PDF

Maísa Faleiros da Cunha

206-225

 

O Censo de 2010 e as Primeiras Leituras Sobre a Mobilidade Espacial da População na Região Metropolitana de Campinas

PDF

Henrique Frey, Ednelson Mariano Dota

226-243

Artigos

Profecias Apocalípticas na Cosmologia Mbya-Guarani

PDF

Rodrigo Luiz Simas de Aguiar

244-256

 

Ser Católico é Ser Exclusivista? Reflexões e Provocações Sobre um Fenômeno “Moderno”

PDF

Rodrigo Portella

257-270

 

Negação do Homem, Afirmação da Política: Nicolau Maquiavel e a Politicidade Moderna

PDF

Paola Baldovinotti Serpa

271-291

 

Desigualdade, Pobreza e Ações do Estado: A Visão de Elites Políticas Não-Estatais

PDF

Éder Rodrigo Gimenes, Angélica Ripari, Ednaldo Aparecido Ribeiro

292-317

 

Gestão e Mudanças na Amplitude de Comando: Um Estudo no Setor Industrial em Montes Claros – MG, Minas Gerais e Brasil

PDF

Roney Versiani Sindeaux, Hércules Antunes Soares, Jamille Alves Martins

318-336

Resenhas

A Sociologia de Octavio Ianni

PDF

Maria Ribeiro do Valle

337-341

 

A Antropologia da Globalização e a Globalização da Antropologia

PDF

Celso de Brito

342-345

 

Ética e Prática Política em Gandhi

PDF

Dagmar Manieri

346-350

 

Os Homens em Perspectiva

PDF

Paola Stuker

351-352

Expediente

Mediações: Revista de Ciências Sociais, Londrina, v. 18, n. 1, jan./jun. 2013.

PDF

 

1-8

Fonte: http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/mediacoes/issue/current/showToc

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Textos NEPO: Coleção completa para download

É uma publicação seriada do Núcleo de Estudos de População com a finalidade de divulgar os trabalhos coordenados e desenvolvidos no Núcleo, na área de Estudos de População, os quais estão inseridos nas seguintes linhas de pesquisa: Demografia da EtniasDemografia e Políticas PúblicasFamília, Gênero e DemografiaGeoprocessamento em DemografiaMobilidade Espacial da PopulaçãoSaúde e MorbimortalidadeSaúde Reprodutiva e Sexualidade e População e Ambiente.

O primeiro Texto NEPO “Questões demográficas no período cafeeiro em São Paulo” foi publicado em 1985.

textos_nepo

Segue abaixo a lista completa de referências:

Textos NEPO 64
PAISAGEM E IMAGEM DA CIDADE: A FORMA E A EXPERIÊNCIA URBANA DE CAMPINAS 

Eduardo Marandola Jr.
Fernanda Cristina de Paula
Luiz Tiago de Paula
Maria Conceição Silvério Pires
2012

 

Textos NEPO 63
Dinâmica Demográfica, Economia e Ambiente na Zona Costeira de São Paulo 

Roberto Luiz do Carmo
César Marques
Zoraide A. Itapura de Miranda
2012

 

Textos NEPO 62
Vulnerabilidade do lugar e riscos na Região Metropolitana de Campinas 

Eduardo Marandola Jr. e Daniel Joseph Hogan (organizadores)
2011

 

Textos NEPO 61
Vulnerabilidade e Territorialidade em Bairros de Campinas 

Fernanda Cristina de Paula
Eduardo Marandola Jr.
Daniel Joseph Hogan
2011

 

Textos NEPO 60
A Dinâmica Migratória e o Processo de Ocupação do Centro-oeste Brasileiro: o caso de Mato Grosso

José Marcos Pinto da Cunha
2011

 

Textos NEPO 59
Campinas, seus distritos e seus desmembramentos: diferenciações político-territoriais e reorganização da população no espaço(1850-2000) 

Claudia Gomes de Siqueira
2009

 

Textos NEPO 58
Recasamento Formal no Brasil: Alguns achados do Registro Civil

Glaucia dos Santos Marcondes
2008

 

Textos NEPO 57
Transformações Socioespaciais da Baixada Santista: Identificação das Desigualdades e Vulnerabilidades Socioambientais através do uso de Geotecnologias 

Andrea Ferraz Young
2008

 

Textos NEPO 56
Dissoluções e Formação de Novas Uniões: Uma Análise Demográfica das Tendências Recentes no Uruguai

Wanda Maria Cabella Vaz
2008

 

Textos NEPO 55
Faces da Latinidade: Hispano-Americanos em São Paulo

Sidney Antonio da Silva
2008

 

Textos NEPO 54
O Caminho para Casa: O Retorno dos Dekasseguis

Fábio Yoiti Hirano
2008

 

Textos NEPO 53 
Diferenciais por Sexo no Retorno Migratório: o fluxo Criciúma – Estados Unidos

Roberta Guimarães Peres
2007

 

Textos NEPO 52
Capital Social e Dinâmica Migratória: um estudo sobre brasileiros nos Estados Unidos

Wilson Fusco
2007

Textos NEPO 51
Por Onde Vão as “Brisas Suaves” do Sertão Paulista? – População e Estruturação Urbana na Constituição da Cidade (Im)possível – Votuporanga, um estudo de caso

Fabíola Rodrigues
2006

 

Textos NEPO 50
Redistribuição da população e meio ambiente: São Paulo e Centro-Oeste 4
Estruturação intraurbana e respostas sociodemográficas: a diferenciação socioespacial da população na região do Distrito Federal e Entorno
Maria Célia Silva Caiado
2006
Textos NEPO 49
Diagnósticos Regionais do Estado do Mato Grosso
José Marcos Pinto da Cunha, Gisele Maria Ribeiro de Almeida, Fernanda Raquel, Pollyana de Carvalho
2004

 

Textos NEPO 48

Regiões e Cidades no Eixo da Hidrovia Tietê-Paraná
Coordenadora: Rosana Baeninger
Maria Teresa Manfredo, Graciella Della Torre, Luis Gustavo Albanez, Renata Gonçalves, Gisella Leonelli , Claudia Bolliger
2004

 

Textos NEPO 47
Análise dos Fatores Associados às Mudanças na Cobertura da Terra no Vale do Ribeira através da Integração de Dados Censitários e de Sensoriamento Remoto
Humberto Prates da Fonseca Alves
2004

 

Textos NEPO 46 
Aspectos Demográficos da Circulação de Crianças no Brasil
Márcia Milena Pivatto Serra
2004

 

Textos NEPO 45
Análise Sócio-Demográfica da Constituição do Espaço Urbano da Região Metropolitana da Baixada Santista no Período 1960
Alberto Augusto Eichman Jakob
2004

 

Textos NEPO 44 

A Face Perversa da Cidade: configuração sócio-espacial das mortes violentas em Campinas nos anos 90
Tirza Aidar
2003

 

Textos NEPO 43
Características Demográficas da População Rural Paulista nos anos 80 e 90
Isis Rodrigues
2002

 

Textos NEPO 42
A água é o limite?
Redistribuição espacial da população e recursos hídricos no Estado de São Paulo

Roberto Luiz do Carmo
2002

 

Textos NEPO 41
Estar Aqui, Estar Lá …uma cartografia da vida entre o Brasil e os Estados Unidos

Gláucia de Oliveira Assis
2002

 

Textos NEPO 40
Redes Sociais na Migração Internacional: O Caso de Governador Valadares
Wilson Fusco
2002
    
Textos NEPO 39
Dekasseguis: trabalhadores migrantes nipo-brasileiros no Japão 

Elisa Massae Sasaki
2000

     
Textos NEPO 38
Demografia e Educação: Incursões Preliminares    

Dinâmica Demográfica e seus Impactos na Trajetória da População em Idade Escolar
José Marcos Pinto da Cunha

Indicadores do Fluxo Escolar: Modelo de Profluxo e Projeções de Demanda Escolar
José Marcos Pinto da Cunha e Manuel Orlando Orrillo Ascama

Indicadores Educacionais: Comparabilidade Internacional, Definições, Interpretação e Fontes de Dados
Maria Coleta de Oliveira e Tirza Aidar
2000
 

Textos NEPO 37
Os Idosos no Brasil: Considerações Demográficas
Elza Berquó e Rosana Baeninger
2000

Textos NEPO 36
Redistribuição da População e Meio Ambiente: São Paulo e Centro-Oeste 2
Dinâmica Demográfica e Mudança Ambiental
Daniel Joseph Hogan
2000

Textos NEPO 35
Redistribuição da População e Meio Ambiente: São Paulo e Centro-Oeste 3
Rosana Baeninger
2000

Textos NEPO 34
Redistribuição Regional da População no Interior Paulista nos Anos 80: em busca dos determinantes  estruturais do fenômeno
Paulo de Martino Jannuzzi
1998

Textos NEPO 33
Redistribuição da População e Meio Ambiente: São Paulo e Centro-Oeste

Mobilidade Populacional e Meio Ambiente
Daniel Joseph Hogan

Caracterização Histórica e Configuração Espacial da Estrutura Produtiva do Centro-Oeste    
Eduardo Nunes Guimarães e Helácio José de Campos Leme

Dinâmica Migratória e Demanda por Recursos Hídricos no Estado de São Paulo
Roberto Luiz do Carmo
1997

 

Textos NEPO 32

Estudos Contemporâneos sobre Nupcialidade: uma revisão crítica
 Aída Cecília G Verdugo Lazo
1995

 
Textos NEPO 31
Migração em São Paulo 7

Região Administrativa Central
 
Região de Governo de  Araraquara  –  Região de Governo de São Carlos
Rosana Baeninger

Região de Governo de Franca
Patrícia Miranda Duarte e Maria do Socorro Vidal
1995

Textos NEPO 30
Migração em São Paulo 6 

Região de Governo de  Ribeirão Preto
Maria da Conceição Silvério Pires

Região de Governo de Barretos
Vanessa Bento Cabral e Maria do Socorro Vidal
1994

 

Textos NEPO 29

Sistemas de Informações Geográficas(GIS): Um novo intrumento para os estudos demográficos O GIS como ferramenta de Análise
José Marcos Pinto da Cunha
Alberto Augusto Eichman Jakob

Aplicação dos GIS ao caso da Redistribuição Espacial da População
José Marcos Pinto da Cunha
Rosana Baeninger
1994

 

Textos NEPO 28

Migração em São Paulo 5

Região de Governo de Santos
Rosana Baeninger
Marta Rovery Souza

Região de Governo de Araçatuba
Maria do Socorro Vidal
Rosana Baeninger
1994

 

Textos NEPO 27
Razão e Emoção na União Conjugal
Maria da Conceição Quinteiro
1993

 

Textos NEPO 26

Migração em São Paulo 4 

Região de Governo de São José dos Campos
Cláudia Antico
José Luís Leal

Região de Governo de Marília
Marta Rovery Souza
Rosana Baeninger

 

Textos NEPO 25

Política Demográfica e Parlamento
Debates e Decisões sobre o Controle da Natalidade

Maria Isabel Baltar da Rocha

 

Textos NEPO 24
Migração em São Paulo 3
Região de Governo de Sorocaba
Marta Rovery Souza

Região de Governo de São José do Rio Preto
Maria do Socorro Vidal
1993

 

Textos NEPO 23
Migração em São Paulo 2 

Região de Governo de Presidente Prudente
José Marcos Pinto da Cunha
Valmir Aranha

Região de Governo de Bauru
Sonia Regina Perillo
1992

 

Textos NEPO 22

Migração em São Paulo 1 

Região de Governo de Campinas
Rosana Baeninger
Paulo Borlina Maia

Região de Governo de Regsitro
Izilda Rodrigues
Carla Andréa Soares
1992

 

Textos NEPO 21

A Imigração Italiana para o Brasil e as Cidades
Maria Coleta F. A. de oliveira
Maria Conceição S. Pires

Imigração e Oportunidade de Trabalho no Período Cafeeiro
Maria Silvia C. B. Bassanezi

 

Textos NEPO 20
Conhecimento e uso do condom: anticoncepção e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis
Elza Berquó
1991

 

Textos NEPO 19
Casados Não Casados: Uniões Consensuais nas Camadas Médias e Populares
Maira da Conceição Quinteiro
1990

 

Textos NEPO 18
Família, Fecundidade e as Estratégias de Assentamento em Rondônia: Um Estudo de Caso
John Marion Sydenstricker
1990

 

Textos NEPO 17

Amor e Celibato no Universo Camponês
Klaas Woortmann
Ellen F. Woortmann
Textos NEPO 16
População e Meio Ambiente
Daniel J. Hogan
1989

 

Textos NEPO 15
São Paulo: Povigente
Povovigente
Povo e Gente

Neide Lopes Patarra
Rosana Baeninger
1988

 

Textos NEPO 14
Mercantilização e Urbanização em São Paulo
Maria Coleta F. A. de Oliveira
1988

 

Textos NEPO 13
Assistência Médica e a Saúde e Reprodução Humana
Ana Maria Canesqui

O Parlamento e a Questão Demográfica: Um Estudo do Debate sobre Controle da Natalidade e Planejamento Familiar no Congresso Nacional
Maria Isabel Baltar da Rocha

 

Textos NEPO 12
Dinâmica Demográfica e Poluição Ambiental
Daniel J. Hogan
1987

 

Textos NEPO 11

Nupcialidade da População Negra no Brasil
Elza S. Berquó

Fecundidade da Mulehr Negra: Constatações e Questões
Alícia Bercovich

Mortalidade Infantil da População Negra Brasileira
Estela Maria Garcia Tamburo
1987

 

Textos NEPO 10

Repensando a Transição Demográfica: Formulações, Críticas e Perspectivas de Análise
Neide Lopes Patarra
Carlos Eugênio C. Ferreira
1986

 

Textos NEPO 9
Estudo da Dinâmica Demográfica da População Negra no Brasil
Elza S. Berquó
Alícia Bercovich
Estela Maria Garcia
1986

 

Textos NEPO 8
Família e Força de Trabalho no Colonato Subsídios para Compreensão da Dinâmica Demográfica no Período Cafeeiro

Maria Silvia C. Beozzo Bassanezi
1986

 

Textos NEPO 7
Uma Aplicação do Método dos Filhos Próprios
Raph Hakkert

Os Registros da Hospedaria dos Imigrantes
Maria Silvia C. Beozzo Bassanezi
Rosana Baeninger
1986

 

Textos NEPO 6
Sobre o Declínio da Fecundidade e a Anticoncepção em São Paulo (Análise Preliminar)
Elza S. Berquó
1986

 

Textos NEPO 5

Café, Ferrovia e População: O Processo de Urbanização em Rio Claro
Daniel J. Hogan
Maria coleta F. A. de Oliveira
John Marion Sydenstricker Neto
1986

 

Textos NEPO 4
Malthus e Marx
Flaso Encanto e Dificuldade Radical
Francisco de Oliveira
1985

 

Textos NEPO 3

Alguns Problemas Teórico-Metodológicos dos Estudos de População na América Latina
João Carlos Duarte
Lilia T. Montali
Maria Coleta F. A. de Oliveira
Neide Lopes Patarra
1985

 

Textos NEPO 2
Serviços Urbanos e Habitação
John Sydenstricker
1985

 

Textos NEPO 1
Questões Demográficas no período Cafeeiro em São Paulo
Maria Coleta F. A. de Oliveira
1985

 

Fonte: http://www.nepo.unicamp.br/publicacoes/colecaoTextos.html

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COLEÇÃO POR DENTRO DO ESTADO DE SÃO PAULO (Coordenação: Rosana Baeninger)

Volume 01
Estado de São Paulo Regiões Metropolitanas e Polos Regionais

 

Volume 02
Regiões Metropolitanas

 

Volume 03
Polos Regionais São José dos Campos, Sorocaba e Ribeirão Preto

 

Volume 04
Polos Regionais
Bauru,São José do Rio Preto, Araçatuba e Presidente Prudente

Volume 05
Região de Limeira

 

Volume 06
Regiões Canavieiras

 

Volume 07
Retrato Paulista do Censo Demográfico de 2010 (NO PRELO)

Volume 08
Povos Indígenas: mobilidade espacial

 

Volume 09
Migrações Internacionais

 

Volume 10
Processos Migratórios no Estado de São Paulo: estudos temáticos

Volume 11
Imigrantes Internacionais no Pós-Segunda Guerra Mundial (NO PRELO)

Volume 12
Região Central

 

Ano Publicação: 2012-2013

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“O fenômeno da mobilidade pendular na Macrometrópole do Estado de São Paulo: uma visão a partir das quatro Regiões Metropolitanas oficiais”

O presente estudo tem como principal objetivo realizar um diagnóstico sobre as tendências e características da mobilidade pendular na chamada Macrometrópole Paulista que envolve as quatro Regiões Metropolitanas oficiais do Estado de São Paulo, além de municípios situados nas regiões nucleadas por Piracicaba, Sorocaba, Jundiaí, São Roque e Bragança Paulista. Para tanto serão utilizadas as informações disponíveis nos Censo de 2000 e 2010. O conhecimento da situação mais atual e da evolução do fenômeno em questão pode contribuir significativamente para a avaliação do processo de interação e complementariedade socioespacial que se desenvolve não apenas dentro das aglomerações urbanas, mas também entre elas, particularmente no contexto atual, onde já são claros os indícios de novas formas de localização tanto da atividade econômica quando da população em geral. Seja por conta da chamada “reestruturação produtiva” que, entre outros aspectos, favorece a desconcentração da atividade econômica, seja em função das novas formas de assentamentos humanos, em particular aquelas derivadas da urbanização dispersa ou “contraurbanização”. A verdade é que merece destaque o fato de que a pendularidade já não mais se restringe apenas ao interior dos grandes aglomerados urbanos.

Os mapas 1 e 2 que apresentam, respectivamente, para 2000 e 2010 os principais fluxos estabelecidos dentro da Macrometrópole e também contribuem para ilustrar a mobilidade observada nessa grande região.

Mapa01_JM

Mapa02_JMOutra informação que demonstra a intensidade da circulação das pessoas por motivo de trabalho é o fato de esses deslocamentos pendulares ocorrerem diariamente (ida e retorno para casa). Considerando os destinos daqueles que se deslocam diariamente para trabalhar em outros municípios, nota-se que quando se trata de deslocamento para município 

da mesma região metropolitana mais de 90% realizam seus deslocamentos nesses termos. Observa-se também que no caso da mobilidade pendular ser feita para outra região, ainda assim boa parte desses movimentos tem caráter diário. Isso acontece principalmente no caso do destino ser a RMSP. Para a RMC, isso também é verdade especialmente para os deslocamentos para “outras regiões”, provavelmente pelo fato da maioria delas ser também de caráter de mais curta distância. Já para a RMBS e RMVPLN, os percentuais de movimentos diários para outras regiões distintas da RMSP são bem mais baixos, fato que talvez espelhe as especificidades destas regiões, sobretudo em termos das atividades econômicas aí desenvolvidas como a portuária, petroquímica e aeroespacial.

Acesse o relatório completo do projeto “O fenômeno da mobilidade pendular na Macrometrópole do Estado de São Paulo: uma visão a partir das quatro Regiões Metropolitanas oficiais” clicando aqui.

 

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GENDER EQUALITY AND THE KNOWLEDGE SOCIETY

NATIONAL ASSESSMENTS ON GENDER AND STI – BRAZIL

Maria Coleta OLIVEIRA
Glaucia dos Santos MARCONDES
Joice Melo VIEIRA
Rosário APARÍCIO

The mandate of the Brazilian quantitative research team was to look for indicators that could respond to three of the main questions addressed by the proposed Framework on Gender Equality and the Knowledge Society:

• What are the preconditions for women to become full participants in a national knowledge society?
• What resources and access do they need to achieve this?
• Where, when and how fast are women making progress?

The research team was composed of one senior researcher (a sociologist and demographer), two demographers and one graduate demography student. Research was initiated in July 2011. Work has involved an exhaustive search for indicators already produced and made public by national and international organizations as well as original tabulations from micro databases available or made available especially for this project. It has also included a bibliographical search for papers or articles published or presented in specialized conferences and seminars by individual authors.

Time period covered
The period 2000–2010 was used as the time reference for the indicators selected. However, most data from the Brazilian 2010 Demographic Census were not available at the time of the research. Thus the alternative used was to define data from the Brazilian Household Surveys – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) – as the main data source. This is an annual survey, available yearly for each non-census year that gathers information from a national and regional representative sample, excluding only rural areas of the Northern Region. Available for the decade of the 2000 (2001 to 2009), use of PNAD would avoid comparability issues if 2000 census data were also utilized. In fact, a 1990s decade series of PNAD is also available. However, here have been introduced many significant changes in definitions for certain items, which make data compatibility a complex challenge if used for comparative purposes.
Given the above, we have defined the 2000-2010 period as the time reference and selected information for the closest available date to each of this interval’s limits. The same criteria have been adopted for other data sources used in this report. Nevertheless, some indicators may be available for one single year or for a shorter time interval.

SELECTED INDICATORS

Indicator O.13 brings information on female participation as undergraduate students by broad education area groups, as defined by the UNESCO’s International Standard Classification of Education. Among the eight area categories, in five women comprised a greater share of students in 2009 than men, in exactly the same categories as at the beginning of the decade. Proportions of female students vary from 54% (Social Sciences, Business and Law) to almost 70% (Education). At the opposite end is the area of Engineering, Manufacturing, and Construction, a traditional group of male careers, where women were few. There was no major change in the picture for the period, though some proportions have gone up or down, with minor differences.

Indicator_13

Graduate education data give a complementary view to that obtained from undergraduate careers. Indicator O.15, however, reinforces what have already been signaled: women’s professional training at tertiary education level is geared towards some fields and not to all fields available. Among the nine areas in which Ph. D degrees were granted in 2000 and in 2008, four are predominantly female: Biological Sciences, Health Sciences, Humanities, and Linguistic/Language/Arts. Only in Health Sciences did women outreach men in the time interval covered by the indicator, having experienced a 17% increase in the period. Among the areas in which women showed increasing participation, only in three of them were the rates of increase significant: Agricultural Sciences, with a 25% increase; Multidisciplinary area, with a 48% growth; and Engineering, with a 17% gain. The latter figure is particularly striking, as it stands out in comparison with many other countries of the world.

Indicator_015

Indicator 18-A was calculated to show the progression of this equality-growing process along time. It shows the sex ratio – as demographically defined – of Brazilian researchers by leadership condition, from 1995 to 2010. It documents the growing participation of women in the research profession as a whole and, specifically, their ascension to leadership in research. In 2010 there were 122 men for each 100 women research leaders, while in 1995 men almost doubled the number of women (199 men for each 100 women). Indicator O.18-B displays this trend in a graph.

Indicator_018

To access this full publication, click here.
For more information about the National Assessments on Gender and STI, please click here.

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