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Dossiê Lutas Sociais no Campo – São Paulo 2014/2015 é apresentado no Programa Travessias Sonoras

 

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José Carlos Pereira (CEM) entrevista Giovana G. Pereira (IFCH-Unicamp) no Programa Travessias Sonoras

Na última segunda-feira (24/04), o Observatório dos Conflitos Rurais em São Paulo (UNICAMP, UFSCar e UNESP) esteve presente no Programa Travessias Sonoras que vai ao ar semanalmente as segundas, quartas e sextas-feiras às 12h30, 20h00 e 00h00. A entrevista ficou ao encargo de José Carlos Pereira do Centro de Estudos Migratórios (CEM) e o grupo de pesquisa foi representado por Giovana Gonçalves Pereira, aluna de Doutorado em Demografia na Universidade Estadual de Campinas e integrante do Observatório dos Conflitos Rurais em São Paulo e do Observatório das Migrações em São Paulo. A entrevista integrou as atividades de pré-lançamento do Dossiê.

O lançamento oficial do livro “Lutas Sociais no Campo”, primeira publicação do Observatório dos Conflitos Rurais em São Paulo, está previsto para ocorrer no próximo dia 13 (sábado) na cidade de São Paulo/SP. A obra possui caráter não-comercial, sendo resultado do trabalho coletivo do grupo, bem como, de parceiros, como o Centro de Estudos Rurais (CERES-Unicamp), o Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM), o Centro de Estudos Migratórios (CEM), a Comissão Pastoral da Terra (CPT), a Associação Brasileira de Reforma Agrária (ABRA), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), a Fundação Rosa Luxemburgo e a Coordenadoria Ecumênica de Serviços (CESE).

O principal motivador para construção do dossiê foi dar voz aos movimentos sociais rurais e urbanos, bem como, aproximar a academia da sociedade civil. Desse modo, buscou-se “viabilizar a construção de rostos e histórias aos números”. Os artigos presentes no dossiê são, portanto, de autoria Direção Estadual de São Paulo do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), da Equipe de Articulação e Assessoria as Comunidades Negras do Vale do Ribeira (EAACONE) e Movimento dos Ameaçados por Barragens (MOAB), da União dos Moradores da Jureia, pela equipe do Observatório, e uma entrevista com David Martim pertencente a tribo Tekoa Ytu (Jaraguá/SP) realizada por Regina Veiga e Vinicius de Souza. Foram contabilizados 174 notificações de conflitos no campo paulistas, envolvendo diretamente ou indiretamente cerca de 50.000 pessoas, as quais se vinculavam aos perfis de assentados, acampados e agricultores familiares; assalariados rurais e populações tradicionais (indígenas, quilombolas, caiçaras e caboclos).

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Perfil da população economicamente ativa em São Paulo (2000-2010)

Artigo publicado no Primeira Análise, do Seade, traça o perfil da população economicamente ativa no Estado de São Paulo no período 2000-2010, considerando seus fatores condicionantes, de forma a ressaltar dados de relevo para a formulação de políticas públicas.

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Destaques:

  • No Estado de São Paulo, no período 2000-2010, em torno de 55% da população de dez anos e mais foi considerada economicamente ativa.
  • Entre os homens, essa proporção se manteve em torno de 70%; entre as mulheres, registra-se um forte incremento, chegando a 52%, em 2010.
  • A participação masculina, ou seja, a relação entre a população economicamente ativa e aquela em idade ativa (dez anos e mais) apresenta uma queda de mais de 3%, enquanto a feminina mostra um aumento superior a 9%.
  • A maior participação de homens encontra-se na faixa etária de 30 a 39 anos (acima de 90%) e a de mulheres ocorre entre 25 e 34 anos.
  • Em 2010, um trabalhador do sexo masculino ficaria em atividade por praticamente 45 anos em média. Entre as mulheres, esse número aumenta de 28 anos, em 2000, para 31 anos, em 2010.
  • O número estimado de anos na atividade econômica fica acima do limite estabelecido pela Previdência Social.
  • Se fossem eliminadas todas as doenças consideradas evitáveis, haveria um acréscimo de 5,3 anos na esperança de vida dos homens e de 2,8 anos para as mulheres.

Autor: Luis P. Ortiz Flores.

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As taxas de atividade de homens e mulheres no mercado de trabalho no Brasil, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

 As taxas de atividade de homens e mulheres no mercado de trabalho no Brasil

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[EcoDebate] O mercado de trabalho brasileiro era predominantemente dominado pelo sexo masculino. Entre as pessoas com 10 anos e mais de idade, a percentagem de homens envolvidos nas atividades produtivas era 6 vezes superiores aos das mulheres.

Em 1950, cerca de 81% dos homens de 10 anos ou mais de idade estavam no mercado de trabalho. Eles entravam cedo e saiam tarde da atividade econômica. Porém, com o processo de modernização do país, os homens foram ficando mais tempo na escola e passaram a sair mais cedo da força de trabalho devido ao aumento da cobertura da previdência social. Em 2010, a taxa de atividade masculina era de apenas 67,1%, sendo que as maiores quedas se deram nos extremos da curva.

Já no caso das mulheres houve aumento das taxas de atividade em todas as idades. A taxa de atividade feminina era de apenas 13,6% em 1950 e passou para 48,9% em 2010. A curva de 1950 tinha a cúspide na idade 15-19, caindo para as idades posteriores. Para os anos de 1970 e 1980 a cúspide estava na faixa etária de 20-24 anos, caindo para as idades posteriores. Porém, a partir de 1991 as taxas de atividade feminina continuaram crescendo até o grupo etário 30-39 anos e só apresentando uma tendência de queda rápida a partir dos 49 anos. Ou seja, o padrão das taxas específicas de atividade de homens e mulheres ficaram mais parecidas ao longo das últimas 6 décadas, havendo apenas uma diferença de nível.

O padrão das curvas, por sexo, está cada vez mais parecido, mas devido a divisão sexual do trabalho as mulheres continuam com menor inserção no mercado de trabalho remunerado e maior presença no trabalho doméstico não remunerado. Para que haja maior equidade no mercado de trabalho e no uso do tempo é preciso romper com a segregação ocupacional e com a iníqua divisão que sobrecarrega as mulheres com a maior parte das tarefas domésticas.

As desigualdades de gênero se reduziram muito no mercado de trabalho do Brasil nas últimas 6 décadas. Mas ainda falta avançar para se chegar a uma situação de equidade e de justiça na distribuição do tempo entre atividades produtivas e reprodutivas.

Bibliografia

ALVES, J.E.D, MARTINE, G. Gênero e Desenvolvimento: Desafios para a Integração e Atualização do Cairo. IVº Congresso da ALAP, Havana, 2010.

ALVES, J.E.D, CORREA, S. Igualdade e desigualdade de gênero no Brasil: um panorama preliminar, 15 anos depois do Cairo. In: ABEP, Brasil, 15 anos após a Conferência do Cairo, ABEP/UNFPA, Campinas, 2009.

José Eustáquio Diniz Alves, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em demografia e professor titular do mestrado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE; Apresenta seus pontos de vista em caráter pessoal. E-mail: jed_alves@yahoo.com.br

EcoDebate, 03/01/2014

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