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Tese revela superexploração de mão de obra de haitianos em SC

Estudo embasou denúncias feitas pelos Observatórios das Migrações ao Ministério Público do Trabalho

Imigrantes haitianos que vieram para o Brasil entre 2010 e 2014 e, recrutados por setores da agroindústria ou da construção civil, foram trabalhar no Estado de Santa Catarina, tiveram a mão de obra superexplorada por seus empregadores, ou seja, sofreram a violação do valor da força de trabalho. Conforme detalhou a tese de doutorado defendida pelo pesquisador Luis Felipe Aires Magalhães, no Núcleo de Estudos de População Elza Berquó (Nepo), as empresas utilizavam vários mecanismos para tirar o máximo dos trabalhadores.

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O pesquisador Luis Felipe Aires Magalhães, autor da tese: “O Estatuto enxerga o estrangeiro como uma ameaça”

A primeira estratégia era descontar dos salários a concessão do alojamento, seguida da chamada alocação discriminatória, que significava colocar o haitiano em setores que exigiam mais força física ou em setores que favoreciam doenças relacionadas ao trabalho. Por último, a tese apontou que, sem conhecer direito o português, os imigrantes eram obrigados a assinar contratos com cláusulas nas quais abriam mão dos direitos trabalhistas depois da demissão.

A superexploração da mão de obra dos imigrantes haitianos é detalhada na tese e embasou denúncias feitas por pesquisadores dos Observatórios das Migrações ao Ministério Público do Trabalho. Luís Felipe integra a seção do observatório em São Paulo, com um projeto Fapesp coordenado por sua orientadora, a docente Rosana Baeninger. Porém, as pesquisas, que abrangem outros Estados, por meio de uma rede de observatórios e outros grupos de pesquisa em outras regiões do Brasil, também mostraram a existência das práticas das empresas.

Segundo o pesquisador, eram descontados do salário de cada trabalhador em média 230 reais pelo alojamento. Em trabalho de campo, Luis Felipe identificou que as condições eram muito precárias. “Em alguns casos, 11 trabalhadores dividiam dois cômodos e um único banheiro, havia infiltrações e as construções tinham o pé direito baixo”, salienta.

Os haitianos, acrescenta o autor, mesmo recebendo menos que os brasileiros, eram alocados para os setores mais pesados, como o da “pendura” em frigoríficos e também o de miúdos. Frequentemente, os imigrantes levantavam peso além do permitido pela norma reguladora.

No setor de miúdos, os trabalhadores seguravam funis em alturas superiores às previstas na legislação, sendo obrigados a entre 8 ou 10 horas diárias com os braços situados numa angulação superior a 90 graus. “Um em cada quatro trabalhadores está afastado por doença de trabalho”, complementa.

As questões relacionadas ao trabalho estão situadas num contexto mais amplo abordado pela tese, de estudo das dinâmicas da imigração haitiana, entendendo o fenômeno como processo histórico e social e também a composição de um perfil sociodemográfico dos fluxos. “Sempre houve a emigração no Haiti, mas a quantidade de pessoas desejosas de viver em outro país aumentou após um conjunto de transformações basicamente depois de 2004, quando o presidente Jean-Bertrand Aristide foi deposto e se agravou a crise política e eleitoral no país”. O envio da Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah), “uma força estrangeira, militar, que supostamente tentaria estabilizar o Haiti”, além das crises financeiras mundiais de 2007 e 2008, foram outros fatores que contribuíram para favorecer a imigração como constata o pesquisador. Em 2010 houve o terremoto que matou mais de 200 mil pessoas.

Eldorado

Segundo o estudo, um dos motivos da escolha dos haitianos pelo Brasil foi o período de crescimento econômico e inclusão social entre 2003 e 2010. “Foram criados 14,7 milhões de empregos e isso chamou a atenção das famílias haitianas. O Brasil passou a ser considerado o novo eldorado da imigração haitiana. Paralelo a isto foi criado o visto de ajuda humanitária exclusivo e específico para os imigrantes daquele país”.

Os quatro primeiros anos da chegada de imigrantes haviam sido marcados pela indocumentação. O visto era muito restrito e obedecia a uma cota de 1.200 por ano. “Os que não tinham o visto de ajuda humanitária eram atraídos pela rede que opera as migrações, que envolve em alguma medida tráfico, venda de passagens, manipulação de informações e endividamento dos imigrantes”.

Luis Felipe observou que essa rede se aproveitava do fato de o Equador não exigir visto a nenhum cidadão do mundo, para usar o país como rota. “Foram articulados voos ou do Haiti ou da República Dominicana para o Equador. De lá os imigrantes faziam viagens de ônibus na clandestinidade cruzando todo o território peruano e chegavam à fronteira brasileira, nos estados do Acre ou do Amazonas, pedindo refúgio”.

Por conta da legislação, o Estado brasileiro era obrigado a abrir um processo de avaliação desse pedido, mas imediatamente oferecer carteira de trabalho e CPF ao imigrante. “A pessoa podia circular pelo território e procurar emprego”.

O fluxo que chegava documentado representava uma parcela pequena, de 10% a 15% do total de imigrantes, que vinha direto do Haiti para o aeroporto de Guarulhos. “A Resolução Normativa 102/2013, do Conselho Nacional de Imigração, além de revogar o limite para os vistos, permitiu a emissão em outras embaixadas brasileiras no exterior, não só no Haiti, mas também na República Dominicana, na Bolívia, no Equador e no Peru. Ampliou-se o leque de possibilidades para o imigrante”.

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Cenas do Haiti: saída intensificou-se depois da deposição do presidente Jean-Bertrand Aristide, em 2004

O recrutamento de trabalhadores começava nas áreas de concentração nas fronteiras ou em São Paulo, nos espaços de acolhimento. “Minha tese conseguiu identificar quais foram as empresas que inauguraram o processo. Empresas do Brasil inteiro estavam presentes, mas sobretudo as da construção civil, de serviços portuários e de limpeza urbana do Sul do Brasil, setores caracterizados por uma alta rotatividade da força de trabalho”.

Os imigrantes foram se deslocando, inicialmente para cidades do litoral norte de Santa Catarina. Depois os frigoríficos passaram a requisitar trabalhadores para o oeste do Estado. “Pudemos acompanhar esse processo nas duas pontas, participando das reuniões de recrutamento no litoral e vendo as condições de trabalho e de alojamento no interior”.

Perfil e dependência

Para compor o perfil sóciodemográfico dos fluxos migratórios, o pesquisador participou de um trabalho de campo que entrevistou quase 300 imigrantes haitianos em 16 cidades do Brasil. Ele mesmo entrevistou 99 imigrantes haitianos na cidade catarinense de Balneário Camboriú. “As principais características desse imigrante são: ser do sexo masculino, adulto jovem de religião evangélica com ensino médico completo ou superior incompleto. Não foram poucos os enfermeiros, professores e agrônomos ouvidos por nós”. O perfil também integrou em nível nacional uma pesquisa intitulada “Haitianos no Brasil, perfil e trajetórias” coordenada pelo professor Sidney Antonio da Silva, da Universidade Federal do Amazonas.

Luis Felipe concluiu a tese formulando um conceito de migração de dependência para os fluxos de imigrantes do Haiti. Ele constatou a dependência que as famílias haitianas têm das remessas de dinheiro provenientes de trabalhadores que residem fora do país, não somente no Brasil. Essa dependência chegou a representar entre 22% e 26% do PIB do país de 2005 a 2015.

“O fenômeno da dependência está presente em diversas instâncias na história do Haiti, que se converte na maior produtora de riquezas coloniais do mundo nos séculos 17 e 18, para o país mais pobre da América, atualmente”. Para o pesquisador, o Haiti está em posição de marginalidade e subalternalidade na dinâmica do capitalismo mundial. A tese é dedicada a entender a migração como um desafio, como um direito humano à mobilidade “não como um crime ou como um problema”.

Luis Felipe salienta que as políticas de acolhimento no Brasil ainda são muito frágeis e improvisadas, uma vez que ainda está vigente o Estatuto do Estrangeiro que é uma lei de 1980, do período de ditadura militar. “O Estatuto enxerga o estrangeiro como uma ameaça, justificando assim o fato de que o primeiro representante do Estado que o imigrante encontra, seja um policial federal”. A imigração haitiana vem cumprindo o importante papel de retomada de estudos e de uma certa militância a respeito da importância de políticas públicas específicas aos imigrantes e refugiados, considera.

 

Fonte: Jornal da Unicamp (16 de maio de 2017). Link para acesso AQUI.

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35% dos resgatados em ações de combate ao trabalho escravo são imigrantes

O agronegócio é o setor que mais apresentou ocorrências, seguido da construção civil
 
Luís Felipe Aires Magalhães* e Lidiane Maciel**
Brasil de Fato | São Paulo (SP), 29 de Março de 2017
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De 2.237 trabalhadores resgatados por meio das ações do MTE, 394 (35%) eram trabalhadores imigrantes / Missão Paz

Durante o primeiro seminário do ciclo de Diálogos no Centro de Estudos Migratórios (CEM) de 2017, que aconteceu na última sexta (24) na Missão Paz, no centro da capital paulista, o auditor fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em São Paulo, Renato Bignami, apresentou dados relativos às ações de fiscalização e de combate ao trabalho escravo empreendidas pelo MTE no estado entre 2010 e 2016, relacionando-os com migração. O tema escolhido era “Trabalho escravo e migrações”.

Neste período, de todos os trabalhadores que foram resgatados por meio destas ações do MTE, 35% eram imigrantes. Dados de nacionalidade e sexo do resgatado não são disponíveis.

Segundo ele, o setor que mais foi alvo das ações fiscais do MTE no estado de São Paulo neste mesmo período foi o de confecção e vestuário (36% das ações), seguido da construção civil (20%), agricultura (13%) comércio varejista de vestuário (8%) e produção florestal (8%). Juntos, apenas estes cinco setores respondem por 85% das ações de combate ao trabalho escravo em território paulista.

No entanto, o que mais apresentou ocorrências de trabalho análogo ao escravo foi o do agronegócio (188 empresas e 2.583 trabalhadores nesta condição), seguido da construção civil (17 empresas e 196 trabalhadores), segundo a procuradora Tatiana Leal Bivar Simonetti, do Ministério Público de São Paulo (MPT/SP), que apresentou dados da Lista Suja do Trabalho Escravo (2017). Os dois setores são os que mais admitiram trabalhadores haitianos entre 2010 e 2014 em nosso país, se tomamos como referência a cadeia da agropecuária e seus abatedouros.

É importante lembrar a forte participação de mão-de-obra de migrantes nacionais, especialmente nordestinos no corte de cana-de-açúcar e colheita da laranja. Na cidade de São Paulo, o setor têxtil adquire predominância na lista, com 11 empresas e 122 trabalhadores. Bolivianos, peruanos e paraguaios se apresentaram como as vítimas da vez.

No seminário, esses dados foram apresentados ao conjunto de entidades da sociedade civil organizada, movimentos sociais, religiosos e grupos de pesquisa de diversas universidades ali presentes as ações de combate ao trabalho escravo empreendidas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no estado de São Paulo.

Tipos de execução de trabalho escravo

Segundo o Código Penal Brasileiro, há quatro modalidades de execução de trabalho escravo. A primeira modalidade refere-se ao “trabalho forçado”, a partir da qual o trabalhador ou não se ofereceu espontaneamente ao serviço ou não consegue deixá-lo, caracterizando um regime de servidão no qual a mobilidade do trabalhador é cerceada e posto à serviço do empregador.

A segunda forma é através de jornada exaustiva.  Ela não significa tão somente jornada prolongada, mas também caracteriza aquelas circunstâncias em que o trabalhador está submetido a um grau tão extremo de superexploração de sua força de trabalho em que suas energias não são repostas devidamente, ocasionando danos à sua saúde física e/ou mental. A alta rotatividade existente em muitos setores de atividade econômica e a superexploração da força de trabalho que caracteriza o capitalismo dependente brasileiro dá-nos a real dimensão do quanto essa forma de execução de trabalho escravo pode ser comum em nosso país.

A terceira forma faz menção às condições degradantes não apenas das relações de trabalho em si como também da situação de higiene, saúde, segurança, alimentação e moradia a que os trabalhadores estão submetidos. No campo e nas cidades, ambientes de trabalho e de alojamento insalubres e prejudiciais à saúde do trabalho são, também, elementos que configuram trabalho análogo à escravidão.

A quarta e última modalidade é, desafortunadamente, muito aplicada a trabalhadores migrantes, sejam eles internos ou internacionais: a servidão por dívidas. Inúmeras pesquisas sobre mobilidade no Brasil têm revelado práticas de servidão de trabalhadores migrantes por anos a fio em razão de gastos que o empregador dispende no transporte dos trabalhadores de sua região de origem até o local de trabalho. Parte ou mesmo todo o salário é retido para a compensação destes custos e de “benefícios” que o empregador oferece, como alojamento, alimentação e vestimenta, também estes frequentemente precários.

Nas pesquisas levadas à cabo no Observatório das Migrações no estado de São Paulo, temos percebido múltiplas formas de violação dos direitos trabalhistas e humanos da população trabalhadora imigrante e migrantes internos no Brasil.

Quando se trata dos imigrantes e das quatro manifestações citadas anteriormente, somam-se a alocação discriminatória  nos setores mais pesados da produção, a remuneração ainda menor em relação aos brasileiros e fraudes contratuais que impedem os imigrantes sem domínio do idioma de receber qualquer direito trabalhista pós-demissão.

São trabalhadores que se encontram em alto nível de vulnerabilidade social. Especificamente em relação a imigração haitiana no Brasil, essas e outras violações foram tema da recente publicação do livro “A Imigração Haitiana no Brasil”.

O espectro da terceirização total 

Outro dado interessante apresentado no seminário foi que, para uma População Economicamente Ativa superior a 100 milhões de pessoas, o MTE dispõe de apenas 2.400 auditores fiscais do trabalho. Assim, enquanto aguarda realização de concurso para provimento de mais 1100 vagas abertas, eles se veem diante da insuficiente cobertura do sistema e do combate ao trabalho escravo.

Neste contexto, foi lançada a preocupação com a aprovação da Lei de Terceirização – Projeto de Lei (PL) 4.302, de 1998 –que apresenta ao mundo do trabalho no Brasil um futuro incerto e, possivelmente, mais precário. Paralelamente, são muitas as tentativas de flexibilização dos artigos 149 e 207 do Código Penal Brasileiro, que tipificam o trabalho escravo.

Esses intentos buscam não apenas minimizar combate ao trabalho escravo no Brasil como, ainda, abafar o seu conhecimento e impedir a divulgação dos números do trabalho escravo no Brasil – bem como dos nomes dos empregadores envolvidos. A Lista Suja do Trabalho Escravo de 2017, por exemplo, só pode ser conhecida por meio de decisão liminar da 11ª Vara do Trabalho de Brasília, obrigando o governo a publicar a relação de empregadores nela contida.

Não nos resta dúvida que a fiscalização, mesmo insuficiente, dos órgãos do governo deve se somar ao trabalho das organizações de trabalhadores, dos órgãos da sociedade civil, dos movimentos populares e das investigações e análises dos grupos de pesquisa das universidades.

A construção de relações mais dignas de trabalho para brasileiros e imigrantes passa necessariamente pelo conhecimento e pela denúncia de suas condições e sujeição ao trabalho escravo no Brasil.

 * Doutor em Demografia pela Unicamp e pesquisador do Observatório das Migrações em de São Paulo

** Doutora em Sociologia pela Unicamp e pesquisadora do Observatório das Migrações em São Paulo

Edição: Camila Rodrigues da Silva

Fonte: Brasil de Fato (https://www.brasildefato.com.br/2017/03/29/analise-or-35-dos-resgatados-em-acoes-de-combate-ao-trabalho-escravo-sao-imigrantes/?utm_source=bdf&utm_medium=referral&utm_campaign=facebook_share)

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NEPO na ALAP/ABEP 2016

Professores, pesquisadores e alunos do Programa de Pós-graduação em Demografia e do Núcleo de Estudos de População “Elza Berquó” (NEPO) da Unicamp participaram do VII Congreso de la Asociación Latinoamericana de Población e XX Encontro Nacional de Estudos Populacionais. O evento ocorreu em Foz do Iguaçu-PR, entre os dias 17 e 22 de outubro de 2016.

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Vale ressaltar que dois trabalhos realizados no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Demografia da Unicamp foram premiados.

poster_luis-felipe_2Como melhor pôster do evento foi laureado o trabalho “A Imigração haitiana no Brasil nas páginas dos jornais: Análise das reportagens sobre o tema entre 2010 e 2015”, de Luís Felipe Aires Magalhães, Camila Rodrigues da Silva e Glaucia Assis.

 

 

 

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Recebeu menção honrosa o pôster “Migração e trabalho no agronegócio: o trabalho para além da porteira e sua relação com os fluxos migratórios na cadeia carne/grãos”, de Carla Craice da Silva e Felipe Ferraz Vazquez. Parabéns!!!

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Seminário dos alunos da Pós-graduação em Demografia – 2015

Todos os anos o Programa de Pós-graduação em Demografia da UNICAMP organiza uma série de apresentações dos seus alunos. Apresentam seus trabalhos apenas aqueles que estão há dois anos ou mais no Programa. Em 2015 o chamado “Seminário dos alunos” vai ocorrer entre 10 e 11 de dezembro no auditório do Núcleo de Estudos de População “Elza Berquó” (NEPO/UNICAMP).

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Programação completa

Quinta-feira, 10 de dezembro de 2015.

 

10h-12h: Migrações

Moderadora: Rosana Baeninger

  1. O Estado de São Paulo e seus rurais – Natália Belmonte Demétrio
  2. Interiorização da imigração: bolivianos em Americana – Gabriela Camargo de Oliveira
  3. Imigração haitiana em Santa Catarina: Condicionantes do fluxo, perfil sociodemográfico e contradições da inserção laboral – Luís Felipe Aires Magalhães
  4. Refugiados Sírios no Brasil – Marília Calegari Quinaglia

 

14-16h: Família e nupcialidade

Moderadora: Maria Coleta F. A. de Oliveira

  1. “Quem” você quer ser quando crescer? Entre tempos e espaços – passagens pela migração e vida adulta – Katiani Tatie Shishito
  2. Mulheres sem filhos no Brasil: análise da relação entre ausência de filhos e características socioeconômicas e demográficas- Joyce Caroline Alecci Meneghim
  3. Só se for a dois: Conjugalidade e homoparentalidade no Censo brasileiro de 2010 – Fernanda Fortes de Lena
  4. As uniões consensuais no Estado de São Paulo a partir dos anos 80: uma análise sociodemográfica e jurídica – Graziela Cristina Farina R. R. Barnabé

 

16-18h: População, saúde e violência

Moderadora: Luciana Alves

  1. Fatores individuais e contextuais associados à mortalidade de jovens no nordeste brasileiro: uma abordagem multinível utilizando os dados do Censo Demográfico de 2010 – Maurilio José Barbosa Soares
  2. Análise da dinâmica da mortalidade no contexto do conflito armado na região do Litoral Pacífico colombiano, entre no período de 1993-2013 – Bladimir Carabali Hinestroza
  3. Violência de gênero e etnicidade: considerações sociodemográficas e culturais da violência de gênero em casais – María del Rosario Aparicio

 

Sexta-feira, 11 de dezembro de 2015.

 

10-12h: População e Ambiente

Moderador: Álvaro D’Antona

  1. Características sociodemográficas e ambientais da epidemia de dengue no município de Campinas, Estado de São Paulo, em 2014 – Igor Cavallini Johansen
  2. A grave escassez hídrica na Região Metropolitana de Campinas entre 2013-2015 – Tathiane Mayumi Anazawa
  3. Entre a produção vertical do campo e a ocupação horizontal da cidade: mobilidade residencial em Lucas do Rio Verde (MT) – Carla Craice da Silva
  4. Mobilidade populacional e mudança no uso-cobertura da terra: o estudo de uma região no oeste do Pará, 2000-2010 – Julia Corrêa Côrtes

 

14-16h: População, pobreza e segregação residencial

Moderadora: Joice Melo Vieira

  1. Família e pobreza: arranjos no pós-Real – Pier Francesco De Maria
  2. Habitação de interesse social e pobreza – Cimar Alejandro Prieto Aparicio
  3. Produção Social do Espaço, Mobilidade Populacional e Segregação Residencial: a trajetória recente da Região Metropolitana da Baixada Santista – Luiz Antonio Chaves de Farias

 

16-18h: População e cidades

Moderador: José Marcos Pinto da Cunha

  1. Para dentro das portarias, por detrás das cancelas: Características e condicionantes da autossegregação das elites em Campinas – Dafne Sponchiado Firmino da Silva
  2. A estruturação da Região Metropolitana de Campinas: Desenvolvimento econômico e características sociodemográficas – Guilherme Margarido Ortega
  3. A dimensão demográfica no processo de metropolização: Uma análise da estruturação do arranjo-urbano-regional paulista 1991/2010 – Késia Anastácio Alves da Silva

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Defesas de teses e dissertações Demografia Unicamp, 1º semestre de 2013. Não percam!

Parabéns aos orientadores e alunos, e sucesso aos futuros Mestres e Doutores!

Agenda:
“PROCESSOS DEMOGRÁFICOS E PROCESSOS JURIDICOS: O DIVÓRCIO NO ESTADO DE SÃO PAULO A PARTIR DOS ANOS OITENTA”.
Mestranda: GRAZIELA CRISTINA FARINA RAMOS RIBEIRO BARNABÉ
Orientadora: Profa. Dra. Elisabete Dória Bilac
19/02/2013 – 14:30h – Local: Sala de Defesa de Tese – Prédio da Pós-Graduação/IFCH

“ENTRE O PROVER, O TRABALHAR E O CUIDAR: A PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES UNIDAS NO PROVIMENTO DOMÉSTICO E SEUS REFLEXOS NA ORGANIZAÇÃO FAMILIAR”
Doutoranda: CARLA SABRINA FAVARO
Orientadora: Profa. Dra. Elisabete Dória Bilac
22/02/2013 – 14:00h . Local: Sala de Defesa de Tese – Prédio da Pós-Graduação/IFCH

“HOMICIDIO JUVENIL MASCULINO EM BRASILIA (DF); ENTORNO DE BRASILIA (GO) E PARECIS/ALTO TELES PIRES (MT): AS MULTIPLAS ESCALAS DA VIOLÊNCIA (1991/2010)”
Doutorando: ALEX MANETTA
Orientador: Prof. Dr. Roberto Luiz do Carmo
25/02/2013 – 14:00h – Local: Sala de Defesa de Tese – Prédio da Pós-Graduação/IFCH

“LUGAR DE RESIDÊNCIA E INSERÇÃO LABORAL: FAZ DIFERENÇA MORAR AQUI OU LÁ?”
Mestranda: RAQUEL MARIA DE LIMA ALONSO
Orientador: Prof. Dr. José Marcos Pinto da Cunha
26/02/2013 – 14:00h – Local: Sala de Defesa de Tese – Prédio da Pós-Graduação/IFCH

“MIGRAÇÃO INTERNACIONAL E DEPENDENCIA NA DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO: UM ESTUDO DA REGIÃO SUL DE SANTA CATARINA”
Mestrando: LUIS FELIPE AIRES MAGALHÃES
Orientadora: Profa. Dra. Rosana Baeninger
28/02/2013 – 09:00h – Local: Sala de Defesa de Tese – Prédio da Pós-Graduação/IFCH

“EFEITOS DE CARACTERÍSTICAS SÓCIO DEMOGRÁFICAS SOBRE O CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA DOMICILIAR EM LUCAS DO RIO VERDE (MT) E SANTARÉM (PA)”
Mestranda: CARLA CRAICE DA SILVA
Orientador: Prof. Dr. Álvaro de Oliveira D´Antona
28/02/2013 – 14:00h – Local: Sala de Defesa de Tese – Prédio da Pós-Graduação/IFCH

“POPULAÇÃO E DINÂMICA ECONÔMICA NA REGIÃO DE GOVERNO DE JALES NO SÉCULO 21: O OUTRO RURAL DO OESTE PAULISTA”
Mestranda: NATÁLIA BELMONTE DEMÉTRIO
Orientadora: Profa. Dra. Rosana Baeninger
28/02/2013 – 14:00h – Local: Sala de Vídeo- Prédio da Pós-Graduação/IFCH

“DEMOGRAFIA E IDENTIDADE DO POVO XIPAVA NO MÉDIO RIO XINGU, PA”
Mestranda: ALESSANDRA TRALDI SIMONI
Orientadora: Profa. Dra. Marta Maria do A. Azevedo
04/03/2013 – 10:00h – Local: Sala de Defesa de Tese – Prédio da Pós-Graduação/IFCH

“DESIGUALDADES SOCIAIS NA SAÚDE DA POPULAÇÃO IDOSA NA REGIÃO METROPOLITANA DE CAMPINAS”
Mestranda: VIVIANE LAZARI
Orientador: Profa. Dra. Tirza Aidar
22/03/2013 – 14:00h – Local: Sala de Defesa de Tese – Prédio da Pós-Graduação/IFCH

Muito sucesso para os novos e novas mestres e doutores!!!!
Esse é só o começo!

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